segunda-feira, 27 de maio de 2024

RELEASE AC DE PAULA

 


(AC de Paula) Antonio Carlos de Paula, poeta, compositor, palestrante, produtor musical, advogado, dramaturgo, articulista.

Iniciou sua carreira no Programa Gente Jovem da TV Cultura de São Paulo, declamando o poema, DESPERTA POETA, no mesmo ano, 1975, conseguiu a Quinta colocação no Festival da Canção Popular do Município de Mauá, SP, com a música QUERO CANTAR O AMOR!

Profissionalmente sua trajetória como letrista e compositor teve início em 1977 quando gravou com o cantor FRANCO, considerado o rei do samba-rock, a música
BLACK SAMBA, que contestava a invasão da música negra norte-americana, (movimento black) nas escolas de samba do Rio de Janeiro, sucesso absoluto que alcançou marca superior a 200.000 cópias vendidas e foi regravada inúmeras vezes.

Franco posteriormente se tornou o Midas dos empresários artísticos tendo sido responsável pela carreira de sucesso de grandes nomes da música popular e sertaneja, (FÁBIO JR, LEANDRO e LEONARDO; ZEZÉ DI CAMARGO e LUCIANO, FRANK AGUIAR); e do grupo KLB badalada banda pop composta pelos seus filhos.


Os três últimos sucessos do cantor Franco foram músicas nossas.

https://youtu.be/iQUT4PKuGVA?si=5gKXuedUbPVZXvaS BLACK SAMBA (ac de paula & voltaire)

https://youtu.be/rR1OTFnEEr8?si=Sgu3vJYbu3Iz7az5 BLOCO MARAVILHA (ac de paula & voltaire)

https://youtu.be/q594FgQ0TAo?si=6Qv6HnaAviCqMJr0 NA CARA DO POVO (ac de paula & beto scala)

Ainda com FRANCO, gravou BLOCO MARAVILHA, musica envolvente e contagiante que repetiu o sucesso de BLACK SAMBA, e foi inclusa na trilha sonora do filme MEUS HOMENS MEUS AMORES, estrelado pela cantora ROSEMARY, contando no elenco com atores como JOHN HERBERT; SILVIA SALGADO; RODOLFO MAIA; ARLETE MONTENEGRO, entre outros.

Em seguida, continuando na rota do sucesso gravou, também com o cantor Franco,
NA CARA DO POVO, melodia alegre, polêmica, irônica e socialmente contestatória. Com JAIR RODRIGUES, consagrado artista da MPB, gravou FILHA DA FILHA DA CHIQUITA BACANA! que foi fundo musical do programa XOU DA XUXA, e a música CANTO LIVRE, ambas interpretadas pelo cantor em todos os shows.
https://youtu.be/9N__1xTRCcc?si=Jhln2I6GyZ_GHUtk FILHA DA FILHA

DA CHIQUITA BACANA

https://youtu.be/kFbqTmp5YLg?si=GxTITSy-MuwyRF8w CANTO LIVRE

 

Com BETO SCALA, parceiro mais constante, gravou, entre outras, SAMBA FUTEBOL E PAZ, considerada pela equipe de esportes da RÁDIO GLOBO AM, o Hino das Torcidas, e ARREPIA MY BROTHER! música TEMA DA DECISÃO DA RÁDIO GLOBO no CAMPEONATO BRASILEIRO de 1995, além de O CORAÇÃO SABE O QUE FAZ! QUAL É A TUA? e SEM CENSURA, regravada pelo GRUPO TÔ Q TÔ.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2566 QUAL É A TUA?

 

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2570 TEMA DA DECISÃO 1985

 

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2564 ARREPIA MY BROTHER

 

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2562 O CORAÇÃO SABE O QUE FAZ

https://youtu.be/05VcGE__vHU?si=g3VnmZtgZhb9pXQi      SAMBA FUTEBOL E PAZ

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2563 SEM CENSURA

COM O GRUPO KOQLUXE gravou SE ROLAR ROLOU! https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=108069

Em 2006 produziu grupos de samba para o CD Vitrine do Samba, onde, como intérprete gravou a música, SE SEGURA MULEKE! No jornal TAL & QUAL RIOGRANDENSE, eleito pela International Writer and Artists Association, como um dos melhores jornais culturais do mundo, teve publicado os poemas CAMINHADA e APARÊNCIAS.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=5161 SE SEGURA MULEKE

No primeiro concurso de poesias das Faculdades Franciscanas, foi classificado com o poema POLICROMIA, que foi publicado em edição antológica de premiação. Publicou ainda crônicas, poemas e artigos em veículos como A Gazeta Esportiva; Jornal das Faculdades Franciscanas; Jornal Cassino (RS), etc.


Em 1995 a
Rádio Atual levou ao ar o seu texto SAMURÁIS DA ALEGRIA em homenagem ao grupo musical Mamonas Assassinas.  2002 foi o segundo classificado no Concurso de Poesias promovido pela Subsecção Jabaquara da OAB/SP, com o poema MISSIONÁRIO.

Em janeiro de 2006 venceu o concurso de frases quinzenais sobre o site de literatura Blocos Online.

Em maio de 2007 foi o segundo colocado no XXII Concurso de Poesia Brasil dos Reis, promovido pelo ATENEU ANGRENSE DE LETRAS E ARTE (Angra dos Reis), modalidade verso livre, tema MEDO, com o poema, BEIJO QUEBRADO.

Em setembro de 2007 foi classificado no Terceiro Concurso Nacional de Poesia CNEC/FACECAP, (CAPIVARI - SP) categoria adulto, com o poema TUDO OUTRA VEZ!

Em outubro de 2007 teve classificado o poema DISSE NÃO DISSE, no concurso de poesia da UNIFEOB, na cidade de São João da Boa Vista,

SP.EM 2008 e 2009 fez parte da comissão julgadora do Concurso de Poesias Brasil dos Reis em Angra dos Reis-RJ, publicou o seu primeiro livro de poemas, POLICROMIA e produziu o programa O GÊNIO DA BOLA, exibido pela REDEBRASIL de televisão.

Em 2010 lançou seu primeiro livro infantil, VÔ SEM PARAFUSO em SHEIK e OS CAÇADORES DO BAÚ VERMELHO.

           

Em 2009 lançou o livro VENDER VENCER Crônicas e Anotações, que tem como fundo os bastidores do mercado imobiliário no qual atuou por duas décadas, além de prestar assessoria jurídica a imobiliárias e corretores autônomos.

 

Foi responsável pelo departamento jurídico da VITRINE DO FUTEBOL, empresa criadora do Projeto Gênios da Bola e promotora de torneios esportivos visando revelar novos craques, onde atuou com ex-jogadores mundialmente conhecidos (DORVAL, MENGÁLVIO, COUTINHO, PEPE, FELIX (goleiro da Copa de 70), IVAIR (O Príncipe), DINO SANI e o técnico VANDERLEI LUXEMBURGO.

Em agosto de 2010 sua música QUANTO VALE UMA PAIXÃO (AC de  Paula e São Beto) foi uma das 12 finalistas entre 541 músicas inscritas na 3ª EDIÇÃO do FAM Festival da Alta Mogiana- realizado na cidade de Ribeirão Preto- SP, com a mesma música foram classificados em 2011 no Festival de Formiga MG. Junto com o parceiro São Beto participou do Festival Expo Samba 2012.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=41245 QUANTO VALE UMA PAIXÃO.

em julho de 2014 lançou na Bienal Internacional do Livro OLHOS DE MENTA, e VÔ SEM PARAFUSO.

 

No mesmo ano a música CIRANDA, (AC de Paula e Tavinho Limma) levou o prêmio de 2º lugar no Festival de Pirai RJ,

https://youtu.be/zCLxONwuUiM?si=va6QTdBB1AQxY5GK CIRANDA

no mesmo ano também participou do 2º Festival Canto por Ti Corinthians.
https://youtu.be/8f-8dVVQUeQ?si=E8k7wx2NMc7xSu_6 FLORISBELA

Em 2015 lançou livro/cd ESTRADAS E CANÇÕES que fala sobre a sua trajetória musical e participações em festivais de MPB.

 

Participou dos festivais de Atibaia SP, Cruzília MG, Canta Limeira SP, Piraí RJ, Itanhandu MG, Andradas MG, Pinheiros ES,  Jandira SP,  Paraguaçu MG, Formiga MG, Clube Ipê SP, Extrema MG, Barueri SP, Canto por T Corinthians-SP, Mauá SP, Cruzília MG, e outros.

Em 2017 sua música NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FEZ BELCHIOR, feita em Outubro de 2016 em parceria com Zé Alexanddre cantor e compositor vencedor do The Voice Mais em 2021 e que se destacou no Festival da TV Tupi de 1979 interpretando junto com Oswaldo Montenegro a música BANDOLINS, conquistou o prêmio de 4º lugar no 8º Festival Marolo de Ouro em Paraguaçu MG, e o prêmio de Aclamação Popular no 19º Festival da Canção de Andradas MG. Com a morte de Belchior em 30/04/2017 viu-se forçado a trocar o tempo do verbo e a música foi rebatizada como Não sei fazer baladas como as que fez Belchior., ainda em 2017 a música levou o prêmio de melhor letra no festival Canta Limeira (SP) e melhor intérprete e primeiro lugar no Festival de Itanhandu MG.

https://youtu.be/mdYVJEopLbI?si=BMgAv7JkpoGVyP72 NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FEZ BELCHIOR

Em 2018 publicou ALFREDO GOMES, vida, vitórias, e conquistas onde resgata a trajetória de seu avô materno neto de escravizados e primeiro atleta negro brasileiro a participar dos Jogos Olímpicos em Paris 1924 e vencedor da primeira Corrida de São Silvestre em 1925. Adaptou o livro para cinema escrevendo também o roteiro ALFREDO GOMES O Resgate de uma lenda.

Em 2019 estreou seus textos teatrais escrevendo DIVINA PANACÉIA e A DAMA DE AZUL.

           

Foi um dos 35 classificados entre mais de 800 escritores para participar do CLIPE POESIA 2020 prestigiadíssimo curso da Casa das Rosas, em São Paulo, que em virtude da pandemia passou a ter aulas online durante oito meses. No término do Curso Clipe Poesia 2020 foi um dos participantes da antologia LONGE DE MONTE CARLO, publicada por 28 dos alunos do curso.

https://youtu.be/9LJmxRWYtQg LONGE DE MONTE CARLO-sarau

Desde 2019 é articulista do jornal O Pergaminho da cidade de Formiga MG.

Em 2021 organizou a antologia SENTIMENTOS COLETIVOS (LIVRO+ CD) com poetas do Recanto das Letras.

Em agosto de 2022 estreou sua peça teatral A DAMA DE AZUL

A DAMA DE AZUL que ficou em cartaz em 3 curtas temporada 2022/2023 na Sala Laura Cardoso no Teatro West Plaza Shopping em São Paulo.

Em10 de março de 2023, apresentou a sua peça A DAMA DE AZUL no Teatro Municipal de São Caetano do Sul SP.

ADAMA DE AZUL subiu ao palco do Teatro ETA (Estudio de Treinamento Artístico) São Paulo

 

Em 19 de abril 2023 lançou seu livro BRASIL-100 ANOS DE NEGRITUDE OLÍMPICA que aborda o racismo e o preconceito nos esportes olímpicos, e a trajetória de Alfredo Gomes, pioneiro atleta negro brasileiro a participar das Olimpíadas Paris 1924 e Vencedor da Primeira Corrida de São Silvestre SP 1925.

https://globoplay.globo.com/v/10060064/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR1FDYLxAV_PvdYiDtWcL5EauH546ULBVS9AVfzoSjJaIy3pM5kperI8nZ0_aem_AQyDFxnFnVtj24xj7AWATPkzzGojgjXHo3Ua7W49Phks9fWr6q0ndAT9GJ5HQ9QfihVxfCEadQmTODNgdc4wG8Sv RACISMO NO ESPORTE – GLOBO ESPORTE

Sobre este livro em janeiro e fevereiro 2024 fez palestras nos SESC GUARULHOS, SESC IPIRANGA e SESC 14 BIS.

SESC 14 BIS

SESC IPIRANGA

SESC ITAQUERA

Em novembro 2023 a música MEU HERÓI (ac de paula & luca bulgarini) foi a quarta colocada no Festival de Jandira SP.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=104235 MEU HERÓI

 


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domingo, 26 de maio de 2024

 

RIDíCULO!

 

Como poeta e letrista de música popular, eu, AC de Paula obviamente já escrevi muitas canções




ridículas,Fernando Pessoa, em seu poema Autopsicografia”, nos presenteia com “Toda carta de amor é ridícula”, e como uma canção de amor não deixa de ser uma declaração, um poema musicado, por extensão, concluímos que sim, “toda canção de amor é ridícula!”

 

O poema de Fernando Pessoa muitas vezes interpretado de forma literal, na verdade, esconde camadas mais profundas de significado. Pessoa, com seu olhar crítico e irônico, pode parecer desdenhar das cartas de amor, rotulando-as como ridículas. No entanto, essa “ridícula” não é uma depreciação, mas um reconhecimento da universalidade do amor.

 

O amor é tão comum e essencial à experiência humana que se torna um clichê, e é nessa banalidade que reside sua beleza. O poeta, ao criar, desnuda sua alma, e é nesse ato de coragem que a canção de amor se eleva acima do ridículo. Pessoa, através de seus heterônimos, demonstra que a sinceridade do sentimento é o que confere autenticidade à obra.

 

Assim, embora as cartas e as canções de amor possam parecer ridículas para alguns, elas são um espelho da verdade interior do artista. Parodiar Pessoa, longe de mim qualquer eventual comparação com o mestre, é brincar com a seriedade do amor, afinal, brincadeira é coisa séria. É entender que, por trás de cada verso que parece zombar do sentimento, há uma admiração oculta pela capacidade humana de sentir profundamente.

 

A paródia não diminui a carta de amor em relação à canção de amor; pelo contrário, ela a exalta, mostrando que mesmo o ridículo tem seu lugar na poesia.Cada canção de amor, por mais que possa ser vista como ridícula, carrega em si uma universalidade que toca a todos. Pessoa sabia disso e, em sua multiplicidade de vozes, cantou o amor de todas as formas. A ridicularização é, portanto, uma celebração da onipresença do amor na vida humana.

 

Assim, ao comparar a visão de Pessoa com a natureza das canções de amor, percebemos que o ridículo é apenas uma máscara. Por trás dela, há uma profundidade de emoção e uma verdade que ressoa com cada ouvinte. Toda canção de amor é ridícula, sim, mas é nessa ridicularidade que encontramos a essência do que significa ser humano.

 

Em suma, a canção de amor, por mais que seja alvo de escárnio, é um tributo à nossa capacidade de amar. Pessoa, com sua maestria, nos convida a olhar além do óbvio e encontrar o sublime no aparentemente simples e ridículo. E já é fato consumado que o difícil é fazer o simples.  #poetaacdepaula

 

 


 

PARALELO 77  #poetaacdepaula

Existe sempre uma forma de traçarmos paralelos comparativos que apresentem detalhes que nos são convenientes. É uma forma de dourar a pílula, digamos. Traçar paralelos entre o nascimento e a juventude de uma estrela e de um ser humano, portanto, é uma poética maneira de explorar as semelhanças e diferenças entre os dois processos. Aqui está uma tentativa de fazer essa comparação.

Nascimento:

Estrela: O nascimento de uma estrela começa na nebulosa, uma região de gás e poeira. Sob a força da gravidade, a matéria se aglomera até que a pressão e a temperatura sejam suficientes para iniciar a fusão nuclear, acendendo a estrela.

Humano: O nascimento de um ser humano começa com a concepção, onde a união de um espermatozoide e um óvulo cria uma célula única que se divide e cresce, eventualmente formando um bebê que nasce no mundo.

Juventude:

Estrela: Na juventude, uma estrela brilha intensamente, queimando hidrogênio em seu núcleo. Estrelas jovens, como as da Associação OB,que se refere a um grupo de estrelas jovens, massivas e quentes, classificadas como tipo espectral O e B que são  estrelas  encontradas em aglomerados ou associações estelares, que são regiões do espaço onde estrelas se formam juntas. O termo “OB” vem da classificação espectral das estrelas:

  • Tipo O: São as estrelas mais quentes, com temperaturas superficiais acima de 30.000 K, e emitem uma forte radiação ultravioleta. Elas são muito luminosas e têm uma cor azul intensa.
  • Tipo B: São um pouco menos quentes que as estrelas tipo O, com temperaturas entre 10.000 e 30.000 K, e também são muito luminosas e azuis.

Por  serem as regiões onde nova estrelas estão se formando ativamente, as associações OB são de real importância para os astrônomos.  Além disso, devido à sua massa e luminosidade, essas estrelas têm um impacto significativo no meio interestelar ao redor delas, podendo desencadear a formação de novas estrelas e influenciar a evolução galáctica. elas são quentes, massivas e têm uma vida curta em termos astronômicos, vivendo intensamente.

Humano: Na juventude, um ser humano está cheio de energia e potencial. É um período de rápido crescimento e aprendizado, onde as experiências moldam o caráter e o futuro da pessoa.

Paralelos:

Desenvolvimento: Tanto estrelas quanto humanos passam por fases de crescimento e desenvolvimento. Estrelas da sequência principal e adolescentes humanos estão em estágios onde consolidam sua identidade e características.

Energia e Potencial: Estrelas jovens têm uma enorme quantidade de energia e brilho, assim como os jovens humanos têm energia e potencial para moldar seu futuro.

Tempo de Vida: Embora a escala de tempo seja drasticamente diferente, com estrelas vivendo milhões a bilhões de anos e humanos algumas décadas, ambos têm um período de juventude seguido por um amadurecimento e eventual declínio. Fazer uma comparação entre uma estrela velha e um homem de 77 anos é uma reflexão interessante sobre a perspectiva de tempo e existência. Aqui está uma tentativa de traçar esse paralelo:

Velhice:

Uma estrela velha, como uma anã branca, que é um remanescente estelar que se forma quando uma estrela de menor massa gasta todo o combustível nuclear de que dispunha, é o que resta depois que uma estrela como o Sol esgota seu combustível nuclear. Essa estrela pode ter bilhões de anos, tendo passado por várias fases de sua vida, desde a sequência principal até a gigante vermelha e, finalmente, a anã branca. Em termos cósmicos, uma estrela velha é um arquivo vivo da história do universo, contendo informações sobre sua própria evolução e a evolução do cosmos.

Um homem de 77 anos viveu várias décadas, experimentou mudanças no mundo e acumulou sabedoria, tristeza, alegrias, erros, acertos e experiências. Ele está em um estágio avançado de sua vida, mas em comparação com a escala de tempo das estrelas, sua existência é apenas um piscar de olhos.

Comparação Paralela:

Em uma escala temporal cósmica, a vida humana é efêmera. Se compararmos a longevidade de uma estrela com a de um ser humano, a existência humana é apenas um breve momento inicial, como um espermatozoide em termos de potencial de vida. Assim, um homem de 77 anos, embora considerado idoso na escala humana, seria como um recém-nascido na escala estelar, apenas começando sua jornada em comparação com a vastidão do tempo cósmico. Essa comparação destaca a incrível longevidade das estrelas e a brevidade da vida humana, lembrando-nos da nossa posição humilde no universo. É uma reflexão sobre o quão precioso é cada momento da nossa existência. Essas analogias ajudam a humanizar conceitos astronômicos e a refletir sobre a beleza e a complexidade da vida, seja em uma escala cósmica ou humana. Portanto, com base nessa comparação um idoso (ainda não me acostumei com esta denominação) 70+ como eu, pode ser considerado pouco mais do que um recém-nascido, quando muito. Utópico, patético, hilário? Eu bem sei disso, mas quer saber, deixa eu me enganar que eu gosto!

 

 

 

AC de Paula


 

     BRUXOS OU MAGOS!


Bruxos ou magos? A bruxaria que temos por aqui é bem diferente daquela   prática ancestral que envolve o uso de energia e intenção para manifestar mudanças em nossas vidas. Existem dois bruxos tupiniquins que se destacam na tapeçaria cultural, rica, diversificada,tecida com fios de diversas tradições e crenças, em comum além da genialidade, eles têm a cor da pele. A bruxaria, ou como muitos preferem chamar, a magia, é uma dessas tradições que tem ganhado destaque e reconhecimento. 

 

Aqui, a magia não é apenas um eco do passado, mas uma prática viva que se entrelaça com o cotidiano das pessoas, e suas práticas vão muito além de rituais e poções excêntricas e misteriosas. Seu efeito é extasiante e é impossível não ser envolvido pela beleza e plasticidade de suas tramas. Os praticantes da bruxaria na verdade são magos que conhecem profundamente os segredos de suas habilidades, que refletem a alma vibrante do país. 

 

Posso dizer que é uma bruxaria, ou magia, colorida, intensa e com as raízes profundamente fincadas no cenário cotidiano, e seus efeitos permeiam a cultura brasileira, transmitem conhecimentos,levantam plateias, e encantam multidões, por aqui e pelo mundo. Nossos magos têm o poder de encantar e nenhum deles tem uma varinha mágica e jamais pilotaram vassouras voadoras.  

 

Eles produzem uma magia tangível, no panteão dos bruxos brasileiros, seus nomes ressoam com uma magia que transcende o tempo e os campos de atuação: Ronaldinho, o Bruxo do Futebol, e Machado de Assis, o Bruxo do Cosme Velho, ambos mestres em suas artes, teceram feitiços que encantaram e continuam a encantar gerações.Ronaldinho Gaúcho: O Feiticeiro dos Gramados, com seu sorriso largo e sua magia nos pés, foi um alquimista da bola. 

 

Nos estádios de futebol,ele transformava o couro em tesouro, driblando o impossível e marcando gols que desafiavam a lógica, ele hipnotizava adversários e espectadores, e tal e qual um mestre sala desfilando na avenida, esbanjava sua ginga protegendo a bola, sua porta bandeira.

 

Machado de Assis –O Bruxo do Cosme Velho um mago das palavras, por outro lado, conjurava suas magias através da ponta de sua pena, que não era mágica e muito menos encantada, ela apenas registrava no branco do papel os universos criados pelo seu amo e senhor, perpetuando seus personagens complexos e suas tramas que desvendavam a psique humana. 

 

Seus encantamentos literários, ainda agora, se apropriam daqueles que se aventuram pelas páginas de seus clássicos escritos.O paralelo entre esses dois bruxos se encontra na maestria com que manipulavam seus respectivos elementos.

 

Ronaldinho, com a bola, realizava o que para muitos seria impossível. Machado, com as palavras, explorava as profundezas da alma humana,revelando verdades ocultas com uma ironia fina e um realismo crítico.Ambos eram artistas, cada um com seu pincel: Ronaldinho pintava o verde do campo com as cores vibrantes de sua técnica, enquanto Machado de Assis preenchia o branco do papel com as nuances sombrias e complexas de sua visão de mundo.

 

Ronaldinho será sempre lembrado como o bruxo que encantou o mundo com seus pés, um verdadeiro poeta do esporte que compôs epopeias em cada partida. 

 

Machado de Assis,eternizado como o bruxo que incendiou a literatura com sua mente, foi um romancista que esculpiu na memória cultural do Brasil as estátuas imortais de suas narrativas.

 


Em suma, Ronaldinho e Machado de Assis são dois gigantes que, com suas bruxarias, elevaram o futebol e a literatura a patamares místicos, onde a magia é a expressão mais pura da genialidade humana. Eles nos mostraram que, seja com uma bola ou com uma caneta, o verdadeiro bruxo é aquele que transforma o ordinário em extraordinário, deixando um legado que perdura muito além do seu tempo. 

AC de Paula








Entrevista (maio 2024),  para a  Revista Ritmo e Melodia, criada pelo jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbos
a


Antonio Carlos de Paula (AC de Paula)

 

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e sua cidade natal?

Eu sou natural de SP Capital, e nasci, já faz algum tempo, em 09/081947, Leonino o melhor signo do zodíaco rss!

02) RM: Quais as suas preferências musicais? Quais deixaram de ter importância?  

Na qualidade de poeta me atento muito às letras, mas ouço quase todo tipo de música, e acho que todas, dentro do contexto a que se propõem têm a sua devida importância.

03) RM: Qual a sua formação acadêmica?

Musicalmente nenhuma, poeticamente falando, além de formado na universidade da vida, fui um dos 35 classificados dentre 800 candidatos inscritos para uma vaga no conceituado e prestigiado Curso Livre de Preparação de Escritores CLIPE POESIA 2020, da Casa das Rosas em São Paulo. Sou pós graduado em direito imobiliário.

04) RM: Como e quando você começou a sua atividade de letrista em parceria com compositores? Quais são os seus parceiros musicais?

Minha primeira parceria foi com Voltaire, a música Black Samba  que abordava a invasão da música negra norte americana (Movimento Black) nas escolas de samba do Rio de Janeiro, gravada pelo cantor Franco, um dos integrantes do grupo Os Brasas na fase da Jovem Guarda, e que posteriormente se tornaria  um Midas como empresário de grandes artistas (Zézé Di Camargo e Luciano, Leandro e Leonardo, Fabio Junior, Exalta Samba, Ronnie Von) entre outros, até o lançamento da Banda KLB composta por seus três filhos. Black Samba foi um sucesso imediato nas rádios e nos bailes, foi regravada inúmeras vezes e frequentou todas as paradas de sucesso da época. Ainda hoje a música, que se tornou um clássico do samba-rock é executada vez ou outra. Com Voltaire escrevi também, Bloco Maravilha, também gravada pelo Franco e que fez parte da trilha sonora de um filme estrelado pela cantora Rosemary e John Herbert. Com o Beto Scala escrevi Canto Livre e Filha da filha da Chiquita Bacana gravadas por Jair Rodrigues, além de Samba Futebol e Paz,  Arrepia my Brother, Sem Censura, Coração Sabe o que faz, e outras, gravadas pelo próprio Beto Scala. Depois comecei também a fazer parcerias com diversos cantores e músicos dos festivais. A grande maioria desconhecidos da mídia e do grande público, dentre eles Zé Alexanddre  que viria a ser o vencedor do The Voice Mais, e estreamos  a parceria bem sucedida com NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FEZ BELCHIOR,  premiada em diversos festivais, fizemos também ULTIMA FANTASIA, e outras. Tenho ainda como parceiros, Tavinho Limma, Zebeto Corrêa, Diorgem Junior, Manoel Gandra, Eduardo Santhana, Luiz Bira, Sonekka, Lima Junior, Dimi Zumquê, Anderson Martins, Luca Bulgarini, Jhu Almeida, D’Carlos, Marcelo Barum, Tadeu Mello, Marcio Kada, São Beto Ferreira, Marcia Cherubim.

05) RM: Você escolhe sistematicamente quem será o seu parceiro musical ou deixa acontecer espontaneamente?

Geralmente acontece de forma espontânea.

06) RM: No processo da parceria na criação da canção, você envia a letra/poema para o compositor para ele colocar a melodia? Você coloca letra em melodia que o compositor envia para você?

Às vezes eu envio a letra, mas também coloco letra em melodia já pronta que me é enviada.

07) RM: Você permite o compositor alterar a sua letra?

Às vezes é preciso alterar alguma coisa para melhor sintonia e sonoridade, assim como também dou minha opinião no que se refere a melodia. Não pode ser nada hermético, intocável, nem imexível, sempre respeitando a opinião do parceiro, para que se alcance o resultado desejado.

08) RM: Cite as principais canções que você é o autor da letra e quem já gravou?

FILHA DA FILHA DA CHIQUITA BACANA e CANTO LIVRE gravada pelo JAIR RODRIGUES;

SAMBA FUTEBOL E PAZ, CORAÇÃO SABE O QUE FAZ, ARREPIA MY BROTHER, QUAL É A SUA? gravadas pelo parceiro BETO SCALA;

BLACK SAMBA, BLOCO MARAVILHA, e NA CARA DO POVO, gravadas pelo FRANCO;

NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FEZ BELCHIOR gravada pelo parceiro   ZÉ ALEXANDDRE.

LOUCA PAIXÃO gravada pelo parceiro D’CARLOS;

DÊ-ME UMA CHANCE   gravado pela CARMEM JOIA

É COISA DE PRETO (Marcia Cherubim & AC de Paula) gravação de SELMA FERNANDS

CIRANDA gravada pelo parceiro TAVINHO LIMMA.

QUANDO gravada pelo parceiro DIMI ZUMQUÊ

09) RM: Alguns compositores já declaram o fim da canção. Qual a sua opinião sobre essa afirmação?

Não concordo, sempre haverá os românticos fazendo canções.

10) RM: Hoje ainda existe espaço e ouvinte para música com letra que se sustenta como um poema/poesia?

Espaço existe sim, mas claro que aí não estamos falando da grande mídia e de grandes plateias. Festivais e eventos intimistas são ainda os mais adequados a este estilo musical, que tem sim público dedicado.

11) RM: Na Rádio e na TV o autor da música quase não é informado. Quem canta passa a ser "o autor" da canção. Esse fato te incomoda?

Sim, incomoda todo compositor, e não é pelo fator econômico em si, é que todos querem desfrutar do prestígio do reconhecimento.

12) RM: Você tem músicas que tocaram e tocam em Rádio, TV e em casa de show? O direito autoral é pago corretamente?

O direito autoral sempre foi complicado, tive sim alguns problemas de recebimento, sanados depois de reclamações, atualmente, como não tenho mais músicas sendo executadas, a não ser eventualmente, não tenho tido motivos para reclamar rs.

13) RM: É possível sobreviver exclusivamente de direito autoral de suas músicas?

No meu caso específico não, apesar de ter recebido razoavelmente bem quando as músicas estavam sendo executadas. Na verdade, a grande maioria dos compositores  vive vendo o almoço (quando tem) para comprar a janta.

14) RM: Depois que você teve letras de canções que se tornaram conhecidas, aumentou a procura de compositores em busca de parceria?

Sim, é uma coisa quase que automática, inclusive no cenário dos festivais onde hoje sou reconhecido e considerado como poeta e letrista de MPB aconteceu bastante. E isso é gratificante. Eu costumo dizer que o poeta é o primo pobre do escritor, e o letrista de música popular, é o primo pobre do poeta.

15) RM: O que lhe deixa mais feliz e mais triste na função de letrista?

Feliz é conseguir terminar uma canção. Triste seria não conseguir, mas graças a Deus isso nunca aconteceu.

16) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira profissional?

Atualmente me dedico mais à literatura, desde sempre o meio da música foi assim, você tem que estar ativamente no cenário junto com autores, músicos, produtores, cantores. Quem não aparece não é visto, e dificilmente você vai conseguir gravar apenas enviando a música para o email do cantor ou do produtor, mesmo que já tenha feito sucesso. A concorrência é grande, e hoje estourar uma música significa entrar numa grana preta, e por isso há muita coisa envolvida.

17) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Continuo sim escrevendo e compondo, publicando no meu site, no meu canal do YouTube, divulgando enfim. E fazendo palestras sobre os meus livros, sobre poesia, música e literatura.

18) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

A internet é de grande importância, e hoje qualquer um pode levar seu trabalho ao conhecimento do público, mas daí a fazer sucesso, viralizar, são outros quinhentos rs!

19) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro. Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Surgiram sim novos cantores, cantoras, compositores, compositoras e novas canções, mas de uma forma geral, uma boa parte disso tudo é, digamos, um tanto quanto volátil.  Não permanecem, daqui a pouco tempo a onda é outra, o que é sucesso agora cai logo no esquecimento. Por isso fico contente, quando ouço no radio música minha feita há mais de quarenta anos rss. Existem músicas de décadas passadas que tocam até hoje.

20) RM: Você acredita que as suas músicas tocarão nas rádios sem pagar o jabá?

Esse tal de jabá é igual a disco voador, ninguém nunca viu, mas todo mundo diz que existe! Talvez seja por isso que só ouvimos nas rádios, aquilo que dizem ser o gosto dos ouvintes. Então se ele, o tal do jabá, existe mesmo, estou fadado ao esquecimento.

21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Nada é impossível, jamais desista do seu sonho, mas mantenha os pés firmes na terra.

22) RM: Quais os prós e contras de Festival de Música?

Não existem contras na medida em que qualquer evento que divulgue artistas de MPB são bem-vindos,  na minha humilde opinião, eles são necessários, mas o que dificulta, no meu caso e no de muitos outros artistas, é que por ser uma competição o cachê está logicamente atrelado a  premiação, ou seja meia dúzia talvez saia com algum resultado financeiro, os demais classificados têm que se contentar com a ajuda de custo, (quando tem), que não cobre as despesas de locomoção, estadia ,alimentação e músicos acompanhantes.

23) RM: Hoje os Festivais de Música ainda tem a importância de revelar talentos?

Sim, mas há quem diga que festivais, principalmente se patrocinados pela grande mídia, revelam artistas que sim farão parte da grade musical da emissora. Quanto aos festivais dos quais participei bastante, que ocorrem pelo Brasil afora, dificilmente isso acontece, mas por eles passaram nomes como, Chico Cesar, Zeca Baleiro, Jorge Vercilo, Zé Alexanddre, entre outros, mas neste cenário existem muito mais pedras pelo caminho até chegar a grande mídia..

24) RM: Como você analisa a cobertura feita pela mídia da cena musical brasileira?

Infelizmente a mídia só existe para o tipo de música que ela, a mídia, diz que é do gosto popular.

25) RM: Bob Dylan ganhou o prêmio Nobel de Literatura em outubro de 2016. Será que este fato anima outros letristas a "sonharem" com prêmios na área de Literatura ou é um fato isolado?

Foi muito bom isso ter acontecido, por aqui temos o Chico Buarque que na minha opinião “é de outro planeta”,  para mim  existe o Chico e os outros, eu particularmente gosto muto da poesia ácida/ urbana /contestatória/contundente do Belchior sou fã de carteirinha.  Tem também o Gil, Caetano, Peninha, Gonzaguinha, Aldir Blanc, Arnaldo Antunes, entre outros candidatos a uma premiação.

26) RM: Os músicos americanos são conhecidos como grandes cantores, melodistas e arranjadores. Qual a sua opinião sobre a qualidade deles como letrista?

Pela diferença do idioma, o que pode ser poético para um, não o é, para o outro. Até pelo fato da nossa latinidade intrínseca, que implica em uma maior passionalidade, somos propensos a ser mais sensíveis. Assim uma letra feita por eles quando traduzidas literalmente, talvez não nos toque o suficiente. O mesmo pode ocorrer quando eles traduzem ao pé da letra as nossas canções.

27) RM: Nos apresente os livros que você já lançou?

Segue em ordem alfabética

A DAMA DE AZUL, (2019) texto teatral. Uma comédia dramática da qual além de coprodutor, sou autor do texto e da música tema, Pleno Vazio, interpretada pela atriz e cantora Paula de Oliveira.  Inclusive estrearemos a quarta temporada em setembro de 2024 no Teatro Moóca no Shopping Moóca SP.

A DIVINA PANACEIA - CURA DE TODOS OS MALES (2020) texto teatral           comédia musical, ambientado no universo do samba, onde sou autor de letra e música das 12 músicas da trilha.

ALFREDO GOMES Vida Vitórias e Conquistas (2018) onde conto a história de meu avô, pioneiro atleta negro brasileiro a participar das Olimpíadas (Paris 1924) e vencedor da primeira corrida de São Silvestre(1925 SP).

BRASIL 100

ANOS DE NEGRITUDE OLÍMPICA (2024), uma homenagem ao meu avô Alfredo Gomes, e a todos os atletas afrodescendentes, abordando o preconceito e o racismo nos esportes.

ESTRADAS & CANÇÕES (2015) Uma homenagem a todos os artistas independentes, em que abordo a trajetória da minha carreira na música e as minhas andanças pelos festivais, acompanha o livro um CD com diversos festivaleiros.

OLHOS DE MENTA (2014) este livro apresenta crônicas, poemas, pensamentos e contos, tema diversificado.

POLICROMIA (2008) o livro apresenta poemas de temática variada, o nome do livro é o mesmo de um poema com o qual ganhei um concurso na faculdade em 1981.

VENDER VENCER Crônicas & Anotações,(2009)  livro calcado na minha experiência como vendedor de livros jurídicos e de imóveis.

VÔ SEM PARAFUSO (2010) livro infantil onde os protagonistas são os pets.

Participei ainda de várias antologias poéticas e também organizei     e produzi o livro SENTIMENTOS COLETIVOS (2021) com diversos poetas.

28) RM: Qual a sua opinião sobre a função positiva do crítico musical?

Sempre é bom ouvir algo que nos faça saber que estamos no caminho certo.

29) RM: Qual sua opinião sobre os livros ou sobre a análise do Luiz Tatit sobre a função da letra na música?

Concordo quando Tatit diz que na atualidade tem muita mais evidencia a canção do que a literatura. A letra por mais simples e singela que seja, acaba tendo uma conotação diferente e mais abrangente quando musicada. Todo mundo ouve música, mas nem todo mundo se dedica a ler um livro. Até mesmo os saraus literários se valem da sonoridade musical para emitir suas mensagens.

30) RM: Nietzsche comenta que a melodia(música) sem letra perturba a alma. O que você acha dessa afirmação?

Aqui é preciso lembrar  que ele também frequentemente contrasta a música com a palavra, e sugere que a música pode alcançar uma profundidade emocional que a linguagem falada muitas vezes não consegue. O mesmo pensamento de Tatit e o meu.

31) RM: No tempo da Ditadura Militar no Brasil as letras que tinham engajamento político fizeram sucesso. Qual a importância de letras que não tratem só do tema Amor?

O letrista é um cronista que faz versos que às vezes se tornam  canções, claro que por tratar de assuntos  que afetam sobremaneira o indivíduo, o ouvinte tende a se identificar com o tema evidenciado, há uma sintonia direta, isso por si só, explica o sucesso de canções engajadas politicamente. Em 1981 na música NA CARA DO POVO, antes portanto da abertura política eu dizia quero um panorama novo, quero mais é alegria na cara do povo!Não tinha como a música não cair no gosto popular, por motivos óbvios.

32) RM: Qual a sua opinião sobre "as letras pra acasalamento" que tocam no rádio (FUNK, Sertanejo, Pagode, Forró, etc)?

Não tenho nada contra, apenas não se encaixam no tipo de som que eu escuto, mas enfim, há quem goste, e muito pelo jeito. Mas a meu ver são todas de sucesso passageiro.

33) RM: Renato Russo comentou que as letras que falam de amor sempre estarão na moda. Qual sua opinião a respeito dessa afirmação?

Escrevo para o jornal diário O Pergaminho MG e acabei de enviar um texto para publicação, onde, parodiando o poema   “Autopsicografia” de Fernando Pessoa, eu  afirmo que se uma canção de amor é um poema musicado, por extensão, podemos dizer que sim, toda canção de amor é ridícula! O poema de Fernando Pessoa que diz que todas as cartas de amor são ridículas, muitas vezes interpretado de forma literal, na verdade, esconde camadas mais profundas de significado. Pessoa, com seu olhar crítico e irônico, pode parecer desdenhar das cartas de amor, rotulando-as como ridículas. No entanto, essa “ridícula” não é uma depreciação, mas um reconhecimento da universalidade do amor. O amor é tão comum e essencial à experiência humana que se torna um clichê, e é nessa banalidade que reside sua beleza. O poeta, ao criar, desnuda sua alma, e é nesse ato de coragem que a canção de amor se eleva acima do ridículo. Pessoa, através de seus heterônimos, demonstra que a sinceridade do sentimento é o que confere autenticidade à obra.

34) RM: Você acha que as pessoas no geral estão mais para aceitar as letras que buscam o entretenimento ou a divagação lírica do que proporcionar reflexões humanas e sociais profundas?

Eu acho que a maioria das pessoas quando ouve uma música quer se distrair, se desconectar do cotidiano ao menos por momentos e não está muito ligada no que a letra tem a dizer, isso é, quando tem. Ela quer curtir, cantar junto e não está preocupada em assimilar ou decifrar códigos de mensagens nem fazer análises filosóficas. Claro que há os que ouvem querendo captar a mensagem, ainda que subliminar.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Escrever sempre, fazer música quando possível for, e continuar no corre para transformar a história de meu avô materno Alfredo Gomes em um filme cujo roteiro já escrevi.

36) RM: Quais os seus contatos com o público?

e-mail  acdepaula09@gmail.com

site  https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br

facebook https://www.facebook.com/antonio.c.depaula.9

canal youtube https://www.youtube.com/@REIQUIXOTE/videos

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