Produção de eventos , peças teatrais, palestras motivacionais e lítero culturais. Aqui você acompanha a trajetoria do poeta e compositor AC de Paula, pela estrada da música e da poesia. Seus livros publicados, suas músicas de sucesso, os prêmios conquistados, suas participações em festivais.
domingo, 30 de dezembro de 2018
O GUARDIÃO DO TEMPLO SAGRADO
O professor André Bertin é o responsavel pelo Arquivo Histórico do Clube Esperia SP, tradicional clube da zona norte às margens do rio Tietê, que foi fundado por por um grupo de remadores imigrantes italianos. No Esperia, em 1921 Alfredo Gomes assinou a sua ficha de sócio, e lá ele perpetuou seu nome na história do atletismo nacional por ter sido o primeiro atleta negro brasileiro a participar de uma Olimpíada(Paris1924) e por ter vencido a primeira Corrida de São Silvestre (1925), além de sagrar-se vencedor da maioria das provas das quais participou nos anos 1920.
Mais do que responsável pela memória das conquistas dos atletas do Clube Esperia, André Bertin é um verdadeiro Guardião do Templo Sagrado.
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#acdepaulaescritor #poetaacdepaula #AlfredoGomesResgatedeumHerói
LANÇAMENTO DO LIVRO
No dia 06/12/2018 o Salão azul do Clube Esperia em SP, foi palco do lançamento do livro ALFREDO GOMES, Vida, Vitórias e Conquistas, os amigos do autor e do esporte prestigiaram a festa que teve cobertura jornalística da TV Gazeta com o repórter Adriano Dolph, do Jornal da Globo, repórter Thiago Crespo, e diversos outros representantes da mídia escrita e televisiva.
A diretoria do Clube Esperia abrilhantou o evento com a sua presença, o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, também esteve presente.
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Livro Alfredo Gomes no Globo News Em Pauta
O livro ALFREDO GOMES, Vida, Vitórias e Conquistas, resgata a história da trajetória esportiva do atleta olímpico que teve início em 1919 às margens da Represa de Guarapiranga SP, e teve seu final de forma marcante na pista de corrida do Clube Esperia SP, onde, após seu treino semanal, no dia 17/03/1963, o primeiro atleta negro brasileiro a participar dos Jogos Olímpicos e vencedor da primeira Corrida de São Silvestre, deu o seu último suspiro!
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ALFREDO GOMES - O RESGATE DE UM HERÓI
ALFREDO GOMES - O RESGATE DE UM HERÓI
"Suor, sorriso e cansaço, mas seus músculos de aço flutuavam no espaço rompendo a fita de chegada!"
ALFREDO GOMES meu avô materno teria hoje 119 anos, claro que não poderia participar da mais popular corrida pedestre (antes noturna) do mundo.
Mas de certa forma ele
será lembrado nesta 94ª Corrida de São Silvestre, e em todas as futuras,
afinal venceu a primeira delas em 1925. Ele era o único negro (não
tinha essa de afrodescendente), na Equipe Brasileira de Atletas
que participaram dos Jogos Olímpicos de Paris em 1924 e desfilou empunhando o
pavilhão nacional na cerimônia de abertura.
Hoje não se fala mais nisso, mas me lembro que até certa época era ele quem carregava a tocha olímpica, da Fundação Cásper Líbero na Avenida Paulista, até o museu do Ipiranga, da última vez em que fez isso, a organização queria que ele fosse segurando a tocha em cima de um caminhão, o que ele recusou e fez o percurso a pé, como sempre.
Hoje ele é um nome perpetuado na história do atletismo mundial, o que não é pouca coisa.
Este ano com o lançamento da biografia ALFREDO GOMES, Vida, Vitórias e Conquistas, seu nome circulou na mídia como se suas façanhas e conquistas fossem atuais merecendo a atenção das mídias escrita e televisiva, tendo o privilégio de em apenas um único dia, (28/12/18), ter sido assunto principal por 11minuos em reportagens na maior rede de comunicação do país.
Amanhã ele será homenageado de forma especial, e tenho certeza de que irá sorrir lá no pódio das Olimpíadas Celestiais, seu neto e meu primo WALTER GOMES, vai correr em sua homenagem é claro que sem nenhuma outra pretensão a não ser a de completar o percurso, afinal já é um jovem de 66 anos.
Convidou-me a ir com ele, mas confesso que no auge dos meus 71 não tenho pernas nem fôlego pra isso, não vou fazer o vô Alfredo passar vergonha, ficarei na torcida, e claro, vamos bebemorar na sua chegada.
Eu escrevi o livro, ele corre, cada um faz o que sabe rss.
Dá-lhe primo, correi por nós!
AC De Paula. #acdepaulaescritor. #poetaacdepaula
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Hoje não se fala mais nisso, mas me lembro que até certa época era ele quem carregava a tocha olímpica, da Fundação Cásper Líbero na Avenida Paulista, até o museu do Ipiranga, da última vez em que fez isso, a organização queria que ele fosse segurando a tocha em cima de um caminhão, o que ele recusou e fez o percurso a pé, como sempre.
Hoje ele é um nome perpetuado na história do atletismo mundial, o que não é pouca coisa.
Este ano com o lançamento da biografia ALFREDO GOMES, Vida, Vitórias e Conquistas, seu nome circulou na mídia como se suas façanhas e conquistas fossem atuais merecendo a atenção das mídias escrita e televisiva, tendo o privilégio de em apenas um único dia, (28/12/18), ter sido assunto principal por 11minuos em reportagens na maior rede de comunicação do país.
Amanhã ele será homenageado de forma especial, e tenho certeza de que irá sorrir lá no pódio das Olimpíadas Celestiais, seu neto e meu primo WALTER GOMES, vai correr em sua homenagem é claro que sem nenhuma outra pretensão a não ser a de completar o percurso, afinal já é um jovem de 66 anos.
Convidou-me a ir com ele, mas confesso que no auge dos meus 71 não tenho pernas nem fôlego pra isso, não vou fazer o vô Alfredo passar vergonha, ficarei na torcida, e claro, vamos bebemorar na sua chegada.
Eu escrevi o livro, ele corre, cada um faz o que sabe rss.
Dá-lhe primo, correi por nós!
AC De Paula. #acdepaulaescritor. #poetaacdepaula
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quinta-feira, 8 de novembro de 2018
LOUCA LUCIDEZ
LOUCA LUCIDEZ
nas pedras do caminho dessa estradaque nunca nos leva a nada
vou tentando encontrar
a paz, em toda a sua plenitude
pois conservo a atitude
irreverente de sonhar!
meu rumo é leste, oeste, é sul, é norte,
pra azar da minha sorte vejo o princípio do fim ,
não gosto que ninguém me pise o calo
se mandar calar eu falo,
grito, berro, eu sou assim!
mas se eu chorar
você não me censure
não me culpe, nem procure
compreender minhas razões,
meu canto é duro,
forte, sem receio,
de promessas ando cheio,
quero mais é soluções!
eu já levei porrada desse mundo
hoje eu finjo que iludo
a minha louca lucidez,
eu já levei porrada desse mundo
no entanto eu não mudo,
quero minha hora e vez!
IMPREVISÍVEL
IMPREVISÍVEL
ser imprevisível
é minha única previsibilidade.
posso fazer alarido,
posso quedar-me em silêncio,
posso me fazer presente,
posso desaparecer,
e brincar de me esconder,
no lado escuro da rua,
atrás do poste da lua,
ou no voo do beija flor!
posso ser brisa, ou borrasca,
ser a essência, ou a casca,
ser sentimento, ou razão!
ser um cético sonhador
um poético pensador,
um anjo ou pecador,
de ilusões, um pescador
voraz e observador,
desse mundo ao meu redor!
e lá no fio da escada,
ou no topo da espada,
passa boi,passa boiada,
nuvem, estrela, cometa,
e a fusão dos gametas,
determina a existência
tão previsível dos seres,
que se revelam imprevisíveis!
há mais coisas
entre o tudo e o nada,
do que ousa imaginar
o lirismo de uma poesia!
e os lábios molhados das ondas,
continuam a beijar a areia da praia!
DEUS PERDOA
DEUS PERDOA !
às vezes eu douro a pílula,
derrapo na curva dos devaneios,
e o lirismo à flor da pele,
feito mola, me impele
e faço versos de amor !
às vezes sou contundente,
falo fria e duramente
o que ninguém quer ouvir,
pois afinal, de realidade
todos estão é de saco cheio !
mas às vezes é preciso
agitar o movimento,
levantar poeira da memória,
sair do tosco marasmo,
se expressar ou ter um treco,
fazer pensar a cachola,
agitar o tico e o teco,
pois o tic-tac do tempo,
bate inexoravelmente !
às vezes por um social dever,
exponho e canto mazelas,
da terra verde/amarela,
em que os reis da maracutáia
idolatram Macunaíma !
às vezes somente escrevo,
sou petulante, me atrevo,
sem querer dizer mais nada,
por achar que é em vão, é tolice,
mas quando vou ver, eu já disse !
às vezes escondo verdades
nas entrelinhas do tema,
às vezes invento mentiras
para concluir um poema,
mas mentira de poeta,
é sempre uma coisa boa,
também ninguém é de ferro,
mas quer saber, Deus perdoa !
PARAFUSO EM DESENCANTO
PARAFUSO EM DESENCANTO !
não sei se é certo viver errando,
mas é vivendo que se erra,
não sei se o vento está soprando,
saber de tudo, ah! quem me dera,
saber das folhas que caem no outono,
ou das flores que se abrem na primavera !
não sei se o sol é de ouro,
ou se a ilusão é de prata,
quem jogou tinta azul no universo,
se a correia vem mesmo do couro,
se a esmeralda esverdeou a mata,
se a saudade, quando é grande, mata !
não sei se estou indo ou voltando,
e tanto faz, estou sem destino,
à toa, à esmo, por aí vagando,
evitando as pedras do caminho,
desvendando mistérios imaginados,
resguardados em mágica cartola!
meio aéreo, meio pirado,
meio maluco, meio confuso,
e num descuido descuidado,
acho que perdi um parafuso!
miséria pouca é bobagem,
não há motivo, no entanto,
para tristeza ou pranto,
esta é a minha homenagem
ao parafuso em desencanto !
eu já disse ao analista
doutor muito obrigado
tire o meu nome da lista
finalmente estou curado !
PEDRAS E POETAS
PEDRAS E POETAS
juro que eu não me lembro
do que era pra esquecer,
Janeiro, Julho, Dezembro,
ou as manhãs de Setembro,
cheias de amor e prazer?
juro que eu me esqueço
do que era pra lembrar,
pois as pedras de tropeço
dos caminhos que conheço,
já trocaram de lugar!
e o incerto da certeza
aflorou em minha mente,
foi o que logo pensei
de uma forma inconsequente!
mas a verdade eu não sei,
foram as pedras que mudaram
ou será que eu mudei?
não se fazem mais pedras,
e muito menos poetas,
como antigamente!
ÚLTIMA FANTASIA ZÉ ALEXANDRE
ÚLTIMA FANTASIA (Zé Alexandre & AC de Paula)
FENAC - ETAPA EXTREMA MG 04/08/2018
MINHA CANÇÃO
TRAZ O PERFUME DA INCERTEZA,
SOLIDÃO, DOR E TRISTEZA,
SONHO, PECADO E PAIXÃO,
NOS VERSOS DE UM POETA SUBURBANO
SE ESCONDE, EU NÃO ME ENGANO,
UM CANTADOR DO SERTÃO,
PERDIDO NO CONCRETO DA CIDADE,
QUANDO ME BATE A SAUDADE DO VERDE
CANAVIAL,
CANAVIAL,
ME LEMBRO, DO AMIGO QUE DIZIA :
“A VIDA É VESTIR FANTASIAS, PÃO E
CIRCO, CARNAVAL”
CIRCO, CARNAVAL”
EU SEI DA SAGA DE UM RETIRANTE,
SEI O SOFRER DO MIGRANTE ENGOLINDO A
SUA TRILHA,
SUA TRILHA,
EU SEI DA CALEJADA MÃO DESEMPREGADA
À CAÇA DA ESPERANÇA E AO LEÃO DE CADA
DIA ,
DIA ,
NO DERRADEIRO ENCONTRO COM A
TERRA, S
TERRA, S
SERÁ MINHA FANTASIA UM VELHO PINHO
QUE PLANTEI
QUE PLANTEI
NOS SONHOS DE UMA INFÂNCIA TÃO
DISTANTE,
DISTANTE,
LÁ SE VAI MAIS UM MIGRANTE
QUE SONHOU EM SER UM REI...
ôooo
ôoooo ôooo ôooo
ôoooo ôooo ôooo
SEI BEM DA POEIRA DAS ESTRADAS,
MENINAS PELAS CALÇADAS ,
SORRISOS DE OURO E CETIM,
ENCILHEI NA DOR TODOS MEUS SONHOS
E ESSES VERSOS QUE COMPONHO
SAEM MASCADOS ASSIM,
AQUI MEU CORAÇÃO SAIU DO TRILHO,
MEU OLHAR PERDEU O BRILHO,
TANTA SAUDADE DE MIM,
EU TÃO PEQUENO NA CIDADE GRANDE ,
TALVEZ UM DIA EU ME MANDE
PRO LUGAR
DE ONDE VIM!
DE ONDE VIM!
quarta-feira, 7 de novembro de 2018
sexta-feira, 20 de julho de 2018
COMO EU NUNCA SOUBE DISSO?
Este livro é minha forma de homenagear e perpetuar a
memoria daquele que religiosamente a cada quinze dias, literalmente atravessava
São Paulo, saindo da Vila Jacuí em São Miguel Paulista até a Freguesia do Ó,
para almoçar com a filha Irene de Assis, e o neto Carlinhos, ou seja, eu.
Tatuada
na memoria ainda trago a lembrança daquele negro esguio envergando um terno
impecável dando “tapinhas” com o bico do sapato sempre brilhando, nos pregadores
de roupa no varal de arame fazendo com que eles girassem de uma forma que para
mim ainda menino, era mágica.
Meu
avô Alfredo Gomes era um cara de bem com a vida, sempre alegre, gostava de
cerveja escura, brincando chamava macarronada de “macarruagem”, contava
sorrindo das vezes em que a serviço da
Cia Telefonica inspecionando aparelhos em casas de estrangeiros, respondia em
ingles, frances, alemão, ou italiano, comentários que os mesmos faziam entre si
no próprio idioma, a respeito de um negro elegantemente vestido de terno e
gravata verificando a linha telefônica.
Ele contava e ria muito da
surpresa e do susto que os gringos levavam ao vê-lo responder na lingua deles
aos comentários, mas não demonstrava qualquer mágoa à respeito, era de bem com
ele mesmo, nos finais de ano sempre me brindava com um Panetonne 900, além é
claro, de algum brinquedo. Ainda me lembro dos blocos de madeira do Pequeno
Construtor.
O conhecimento de outras linguas era
fruto do estadia forçada na europa após o término das Olimpíadas de Paris em
1924, já que os atletas brasileiros por lá permaneceram por mais ou menos seis
meses. O motivo do não retorno dos atletas pátrios ao Brasil, foi o conturbado
momento politico vivido no país, dentre eles, a Revolta Paulista que havia eclodido
em 05 de Julho de 1924, e que quase causou a destruição da cidade com as tropas
legalistas bombardeando o palácio do governo e vilas operárias temendo que a
população aderisse aos revoltosos.
Convivendo
com atletas de outros paises tendo forçosamente
vivido na Europa por um breve período, foi que Alfredo Gomes por questão
de sobrevivencia aprendeu um pouco de cada idíoma, inclusive o inglês e
italiano. Foi durante os Jogos Olímpicos
de Verão na França que Alfredo Gomes conheceu
Heitor (Ettore) Blasi e o convidou a defender as cores do Esperia
evidenciando que o clube havia sido fundado por imigrantes italianos. O amigo
que já tinha uma irmã morando no Brasil, não se fez de rogado e um belo dia por aqui
desembarcou de mala e cuia, e venceu por duas vezes a corrida de São Silvestre
a primeira delas marcando o tempo de 23min no percurso de 6,2 mil metros. Em
1929, Ettore Blasi já defendendo as cores do Palestra Italia, sagrou-se
bicampeão da hoje internacional competição.
A dupla Gomes e Blasi revezou-se
na conquista de troféus de outras importantes competições da época: Volta de São
Paulo (Prova Estadinho), Urbino Taccola, Volta de Campinas e Corrida Rústica
Fanfulla.
Quando me propus a escrever este
livro não imaginei as agradaveis surpresas que me estavam reservadas. Era
preciso contextualizar tudo o quanto ocorria no mundo, no Brasil e
principalmente em São Paulo na época em que Alfredo Gomes colecionava vitorias
, medalhas, e dominava as pistas de corrida.
Embrenhado em pesquisas me deparei
com fatos ocorridos em São Paulo sobre os quais nunca me deram noticias nos
bancos escolares, nem mesmo nas aulas de história. Com certeza muitos dos leitores também não
devem ter conhecimento sobre a maioria desses acontecimentos.
Portanto não se espantem quando derem de cara com alguns tópicos que os farão indagar: - Como eu nunca soube disso?
AC DE PAULA
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