segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 

O FUNDO FALSO DA ESPERANÇA  AC de Paula

 

A vida é um baú. Não desses de novela, com fechadura dourada e herança moral. É um baú velho, empenado, achado no fundo do porão da República, rangendo quando aberto, exalando cheiro de naftalina, mofo e promessa não cumprida. Dentro dele, nada está organizado. As ironias vêm misturadas com certidões falsas, os sonhos dividem espaço com recibos frios, e a esperança aparece sempre dobrada, para caber em qualquer discurso. Há maracutaias embrulhadas em papel de presente, trambiques com laço de fita e o famoso jeitinho brasileiro etiquetado como “solução criativa”.

 O cidadão comum abre o baú todos os dias. Abre cedo, antes do café esfriar. Procura dignidade, mas encontra boleto. Procura justiça, mas acha despacho adiado. Procura futuro e esbarra num carimbo: “volte amanhã”. Ainda assim, insiste. Brasileiro não desiste, contorna. Se a porta não abre, força a dobradiça; se a lei não encaixa, improvisa uma vírgula. Há quem diga que o baú é democrático. Mentira elegante. Ele se abre mais fácil para alguns. Para outros, emperra. Tem senha, mas ninguém sabe qual. Tem fundo falso, onde se escondem privilégios, e um compartimento secreto reservado aos que juram que nunca mexeram em nada, embora estejam sempre com as mãos sujas de pó antigo. 

O mais curioso é que o baú nunca está vazio. Mesmo quando roubado, sobra discurso. Mesmo quando saqueado, sobra culpa — geralmente transferida. A tampa fecha com força, mas a verdade insiste em ficar para fora, como meia desparelhada que ninguém quer assumir. No fundo, o baú não guarda surpresas. Guarda repetições. O novo é só o velho maquiado, com terno slim e vocabulário reciclado. A cada geração, alguém promete limpá-lo, organizá-lo, jogar fora o que não presta. No dia seguinte, acrescenta mais uma tralha e chama de legado.

 E assim seguimos: vivendo, tropeçando, abrindo o baú com a mesma chave torta chamada esperança. Sabendo, no íntimo, que ele não muda. Quem muda é o jeito de fingir surpresa. A vida é um baú. O problema nunca foi o que está dentro. É quem finge não saber quem colocou.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

 

 TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

 

Nada é culpa minha. Nem sua. Nem nossa. A culpa é do sistema —essa entidade invisível, onipresente, que acorda para avisar o galo que é hora de cantar! Que acorda antes do despertador, pauta o telejornal, e dorme depois do noticiário. O sistema controla tudo. O preço do café, o humor da segunda-feira, a queda do cabelo, o Wi-Fi que falha justamente na reunião importante e até o signo errado no mapa astral.

 

Perdeu o emprego? Sistema. Perdeu o amor? Sistema. Perdeu a chave de casa?  Perdeu a vergonha? Sistema com certeza, pois ele anda muito interessado em trancar destinos. Segundo os catedráticos e especialistas de mesa de bar, formados na faculdade das calçadas da vida, o sistema se infiltra no pão francês, manipula algoritmos, se infiltra nas postagens das redes sociais, troca o sal pelo açúcar e ainda chama isso de livre arbítrio. Dizem até que ele mada prender, manda soltar, e pasmem, até faz chover!

 

O sistema é tão poderoso que consegue ser de direita, de esquerda, liberal, conservador e contraditório ao mesmo tempo —uma espécie de camaleão ideológico com pós-graduação em confusão com especialidade em caos. Quando convém, o sistema oprime. Quando aperta, o sistema protege. Quando falha, o sistema terceiriza a culpa. E quando funciona, é mérito individual, claro. Afinal, nem o sistema é de ferro.

 

O sistema é culpado até pela falta de leitura. — “Eu até lia, mas o sistema não deixou.” É responsável pelo atraso do trem do meio-dia, pela dieta que começa amanhã, pela vela da promessa que apagou antes do tempo, e pela consciência tranquila de quem nunca se responsabiliza por coisa alguma.

 

Mas há um detalhe inconveniente que as teorias conspiratórias ignoram: o sistema não se mantém sozinho. Ele precisa de gente. Da gente! Gente que repete, que se acomoda, que aponta o dedo sem sujar as próprias mãos. O sistema adora esse jogo. Enquanto todos brigam entre si, ele troca de nome, muda a fachada e segue operando no horário normal, sob a mesma direção.

 

E assim seguimos, denunciando o sistema em posts inflamados, combatendo o sistema no sofá, entre uma breja e outra, revolucionários de Wi-Fi com bateria carregada e ação em modo avião. Porque enfrentar o sistema de verdade dá trabalho. Exige autocrítica, perda de conforto e a dolorosa constatação de que nem tudo é conspiração —algumas coisas são escolha.

 

No fim, o sistema agradece. Quanto mais ele é culpado por tudo, menos alguém se responsabiliza por algo. E assim, soberano e discreto, o sistema reina —não porque é invencível, mas porque ninguém quer, de fato, tirar a coroa da própria desculpa. Afinal, iam colocar a culpa em quem?

 

 

AC de Paula

terça-feira, 4 de junho de 2024

SONHO E MEDALHAS

                       


 Sonho e Medalhas: Uma História de Determinação e Legado

Desde menino, Walter Gomes acalentava um sonho que transcendia o simples desejo de competir. Aos dez anos de idade, ele perdeu seu avô paterno, Alfredo Gomes, um homem que havia deixado uma marca indelével na história do esporte brasileiro. Alfredo foi um pioneiro, o primeiro atleta negro brasileiro a participar das Olimpíadas em Paris em 1924, além de ter vencido a primeira corrida de São Silvestre em 1925 e praticamente todas as competições que disputou. Com sua pele clara, Walter se orgulhava profundamente desse legado.

As lembranças do avô não se limitavam às histórias contadas na varanda de casa ou aos passeios pela cidade de São Paulo. A camiseta do avô, ostentando inúmeras medalhas, era um símbolo de triunfo e perseverança. Alfredo havia doado algumas medalhas, uma que não estava na camiseta inclusive,  havia  se transformado no par de alianças dos seus avós, Alfredo e Camila. Infelizmente, a camiseta com as medalhas foi roubada em um assalto à casa do meu padrinho  José Gomes, pai do Walter e nunca mais foi vista. No entanto, essas medalhas continuaram a viver na memória afetiva de Walter.



O tempo passou, como costuma acontecer, e Walter seguiu uma carreira estressante como executivo de vendas, um estilo de vida que não deixava espaço para a prática regular de exercícios. Até que, inevitavelmente, o corpo cobrou seu preço. Em um dia que parecia comum, Walter desmaiou no corredor de um shopping. O diagnóstico do médico foi um alerta severo: ou ele começava a praticar exercícios, ou sua saúde estaria em grave risco.

Determinando-se a mudar, Walter iniciou com caminhadas e corridas de percursos pequenos. Foi então que viu a oportunidade de concretizar seu antigo sonho de infância: correr uma São Silvestre em homenagem ao avô Alfredo. A corrida não era apenas um evento esportivo, mas uma forma de honrar a memória e o legado de Alfredo, resgatando a história de conquistas e superação.

Hoje, Walter corre todas as semanas e já participou de várias edições da São Silvestre. Com um merecido orgulho, ele ostenta suas muitas medalhas, não apenas como conquistas pessoais, mas como um tributo ao avô que lhe inspirou. Cada medalha é um símbolo de determinação, de um sonho que se manteve vivo ao longo dos anos, e de um legado que continua a inspirar gerações.

O sonho de Walter e suas medalhas são mais do que troféus de vitórias; são a personificação de um vínculo entre gerações, uma homenagem a um pioneiro e a prova de que, com determinação e paixão, é possível transformar sonhos em realidade.

domingo, 2 de junho de 2024

Descubra a Fascinante Jornada de Alfredo Gomes: O Rei do Fôlego



Descubra a Fascinante Jornada de Alfredo Gomes: O Rei do Fôlego

Caro Amante da História e do Esporte,

Imagine-se transportado para uma era de desafios inimagináveis, onde as barreiras eram não apenas físicas, mas também sociais. É nesse contexto que emerge a figura icônica de Alfredo Gomes, um pioneiro intrépido, cuja história ressoa com coragem, resiliência e triunfo.

Em "Brasil 100 Anos de Negritude Olímpica e a Trajetória de Alfredo Gomes", mergulhe na vida de um dos mais notáveis atletas brasileiros do século XX. Em um cenário onde o racismo e o preconceito eram moedas correntes, Alfredo Gomes desafiou as expectativas e deixou sua marca indelével no cenário esportivo mundial.

A saga de Alfredo Gomes se desdobra em um mosaico cativante de eventos, desde sua histórica participação nos Jogos Olímpicos de Paris em 1924, até sua consagração como o vencedor da primeira Corrida de São Silvestre em São Paulo, no ano seguinte. Sua tenacidade o levou a quebrar recordes e superar adversidades que iam muito além das pistas de corrida.

Mais do que um atleta excepcional, Alfredo Gomes personifica a força do espírito humano. Após sua jornada olímpica, ele não apenas conquistou medalhas, mas também mergulhou na riqueza da aprendizagem, dominando quatro idiomas. No entanto, sua volta ao Brasil foi adiada pela Revolução Paulista de 1924, uma reviravolta na história que apenas amplifica a intriga e a profundidade desta narrativa.

Neste livro envolvente, as fronteiras entre esporte e história se fundem harmoniosamente, criando uma tapeçaria única de emoção e conhecimento. A linguagem cativante e acessível irá prender sua atenção desde as primeiras páginas, despertando uma curiosidade voraz e uma vontade insaciável de descobrir mais sobre esse ícone esportivo.

Prepare-se para uma viagem emocionante através do tempo e do espaço, onde os feitos extraordinários de Alfredo Gomes ganham vida de maneira vibrante e inspiradora. Sua história é um testemunho intemporal de coragem, determinação e triunfo sobre as adversidades.

Não perca a chance de se encantar e se inspirar com "Brasil 100 Anos de Negritude Olímpica e a Trajetória de Alfredo Gomes". Uma leitura obrigatória para todos aqueles que buscam entender e celebrar a resiliência do espírito humano.

Adquira seu exemplar hoje e embarque nesta jornada extraordinária!


BRASIL - 100 ANOS DE NEGRITUDE OLÍMPICA (RACISMO - ESTRUTURAL - PRECONCEITO - NEGRITUDE nos ESPORTES OLÍMPICOS) (lojavirtualnuvem.com.br)

segunda-feira, 27 de maio de 2024

RELEASE AC DE PAULA

 


(AC de Paula) Antonio Carlos de Paula, poeta, compositor, palestrante, produtor musical, advogado, dramaturgo, articulista.

Iniciou sua carreira no Programa Gente Jovem da TV Cultura de São Paulo, declamando o poema, DESPERTA POETA, no mesmo ano, 1975, conseguiu a Quinta colocação no Festival da Canção Popular do Município de Mauá, SP, com a música QUERO CANTAR O AMOR!

Profissionalmente sua trajetória como letrista e compositor teve início em 1977 quando gravou com o cantor FRANCO, considerado o rei do samba-rock, a música
BLACK SAMBA, que contestava a invasão da música negra norte-americana, (movimento black) nas escolas de samba do Rio de Janeiro, sucesso absoluto que alcançou marca superior a 200.000 cópias vendidas e foi regravada inúmeras vezes.

Franco posteriormente se tornou o Midas dos empresários artísticos tendo sido responsável pela carreira de sucesso de grandes nomes da música popular e sertaneja, (FÁBIO JR, LEANDRO e LEONARDO; ZEZÉ DI CAMARGO e LUCIANO, FRANK AGUIAR); e do grupo KLB badalada banda pop composta pelos seus filhos.


Os três últimos sucessos do cantor Franco foram músicas nossas.

https://youtu.be/iQUT4PKuGVA?si=5gKXuedUbPVZXvaS BLACK SAMBA (ac de paula & voltaire)

https://youtu.be/rR1OTFnEEr8?si=Sgu3vJYbu3Iz7az5 BLOCO MARAVILHA (ac de paula & voltaire)

https://youtu.be/q594FgQ0TAo?si=6Qv6HnaAviCqMJr0 NA CARA DO POVO (ac de paula & beto scala)

Ainda com FRANCO, gravou BLOCO MARAVILHA, musica envolvente e contagiante que repetiu o sucesso de BLACK SAMBA, e foi inclusa na trilha sonora do filme MEUS HOMENS MEUS AMORES, estrelado pela cantora ROSEMARY, contando no elenco com atores como JOHN HERBERT; SILVIA SALGADO; RODOLFO MAIA; ARLETE MONTENEGRO, entre outros.

Em seguida, continuando na rota do sucesso gravou, também com o cantor Franco,
NA CARA DO POVO, melodia alegre, polêmica, irônica e socialmente contestatória. Com JAIR RODRIGUES, consagrado artista da MPB, gravou FILHA DA FILHA DA CHIQUITA BACANA! que foi fundo musical do programa XOU DA XUXA, e a música CANTO LIVRE, ambas interpretadas pelo cantor em todos os shows.
https://youtu.be/9N__1xTRCcc?si=Jhln2I6GyZ_GHUtk FILHA DA FILHA

DA CHIQUITA BACANA

https://youtu.be/kFbqTmp5YLg?si=GxTITSy-MuwyRF8w CANTO LIVRE

 

Com BETO SCALA, parceiro mais constante, gravou, entre outras, SAMBA FUTEBOL E PAZ, considerada pela equipe de esportes da RÁDIO GLOBO AM, o Hino das Torcidas, e ARREPIA MY BROTHER! música TEMA DA DECISÃO DA RÁDIO GLOBO no CAMPEONATO BRASILEIRO de 1995, além de O CORAÇÃO SABE O QUE FAZ! QUAL É A TUA? e SEM CENSURA, regravada pelo GRUPO TÔ Q TÔ.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2566 QUAL É A TUA?

 

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2570 TEMA DA DECISÃO 1985

 

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2564 ARREPIA MY BROTHER

 

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2562 O CORAÇÃO SABE O QUE FAZ

https://youtu.be/05VcGE__vHU?si=g3VnmZtgZhb9pXQi      SAMBA FUTEBOL E PAZ

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=2563 SEM CENSURA

COM O GRUPO KOQLUXE gravou SE ROLAR ROLOU! https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=108069

Em 2006 produziu grupos de samba para o CD Vitrine do Samba, onde, como intérprete gravou a música, SE SEGURA MULEKE! No jornal TAL & QUAL RIOGRANDENSE, eleito pela International Writer and Artists Association, como um dos melhores jornais culturais do mundo, teve publicado os poemas CAMINHADA e APARÊNCIAS.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=5161 SE SEGURA MULEKE

No primeiro concurso de poesias das Faculdades Franciscanas, foi classificado com o poema POLICROMIA, que foi publicado em edição antológica de premiação. Publicou ainda crônicas, poemas e artigos em veículos como A Gazeta Esportiva; Jornal das Faculdades Franciscanas; Jornal Cassino (RS), etc.


Em 1995 a
Rádio Atual levou ao ar o seu texto SAMURÁIS DA ALEGRIA em homenagem ao grupo musical Mamonas Assassinas.  2002 foi o segundo classificado no Concurso de Poesias promovido pela Subsecção Jabaquara da OAB/SP, com o poema MISSIONÁRIO.

Em janeiro de 2006 venceu o concurso de frases quinzenais sobre o site de literatura Blocos Online.

Em maio de 2007 foi o segundo colocado no XXII Concurso de Poesia Brasil dos Reis, promovido pelo ATENEU ANGRENSE DE LETRAS E ARTE (Angra dos Reis), modalidade verso livre, tema MEDO, com o poema, BEIJO QUEBRADO.

Em setembro de 2007 foi classificado no Terceiro Concurso Nacional de Poesia CNEC/FACECAP, (CAPIVARI - SP) categoria adulto, com o poema TUDO OUTRA VEZ!

Em outubro de 2007 teve classificado o poema DISSE NÃO DISSE, no concurso de poesia da UNIFEOB, na cidade de São João da Boa Vista,

SP.EM 2008 e 2009 fez parte da comissão julgadora do Concurso de Poesias Brasil dos Reis em Angra dos Reis-RJ, publicou o seu primeiro livro de poemas, POLICROMIA e produziu o programa O GÊNIO DA BOLA, exibido pela REDEBRASIL de televisão.

Em 2010 lançou seu primeiro livro infantil, VÔ SEM PARAFUSO em SHEIK e OS CAÇADORES DO BAÚ VERMELHO.

           

Em 2009 lançou o livro VENDER VENCER Crônicas e Anotações, que tem como fundo os bastidores do mercado imobiliário no qual atuou por duas décadas, além de prestar assessoria jurídica a imobiliárias e corretores autônomos.

 

Foi responsável pelo departamento jurídico da VITRINE DO FUTEBOL, empresa criadora do Projeto Gênios da Bola e promotora de torneios esportivos visando revelar novos craques, onde atuou com ex-jogadores mundialmente conhecidos (DORVAL, MENGÁLVIO, COUTINHO, PEPE, FELIX (goleiro da Copa de 70), IVAIR (O Príncipe), DINO SANI e o técnico VANDERLEI LUXEMBURGO.

Em agosto de 2010 sua música QUANTO VALE UMA PAIXÃO (AC de  Paula e São Beto) foi uma das 12 finalistas entre 541 músicas inscritas na 3ª EDIÇÃO do FAM Festival da Alta Mogiana- realizado na cidade de Ribeirão Preto- SP, com a mesma música foram classificados em 2011 no Festival de Formiga MG. Junto com o parceiro São Beto participou do Festival Expo Samba 2012.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=41245 QUANTO VALE UMA PAIXÃO.

em julho de 2014 lançou na Bienal Internacional do Livro OLHOS DE MENTA, e VÔ SEM PARAFUSO.

 

No mesmo ano a música CIRANDA, (AC de Paula e Tavinho Limma) levou o prêmio de 2º lugar no Festival de Pirai RJ,

https://youtu.be/zCLxONwuUiM?si=va6QTdBB1AQxY5GK CIRANDA

no mesmo ano também participou do 2º Festival Canto por Ti Corinthians.
https://youtu.be/8f-8dVVQUeQ?si=E8k7wx2NMc7xSu_6 FLORISBELA

Em 2015 lançou livro/cd ESTRADAS E CANÇÕES que fala sobre a sua trajetória musical e participações em festivais de MPB.

 

Participou dos festivais de Atibaia SP, Cruzília MG, Canta Limeira SP, Piraí RJ, Itanhandu MG, Andradas MG, Pinheiros ES,  Jandira SP,  Paraguaçu MG, Formiga MG, Clube Ipê SP, Extrema MG, Barueri SP, Canto por T Corinthians-SP, Mauá SP, Cruzília MG, e outros.

Em 2017 sua música NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FEZ BELCHIOR, feita em Outubro de 2016 em parceria com Zé Alexanddre cantor e compositor vencedor do The Voice Mais em 2021 e que se destacou no Festival da TV Tupi de 1979 interpretando junto com Oswaldo Montenegro a música BANDOLINS, conquistou o prêmio de 4º lugar no 8º Festival Marolo de Ouro em Paraguaçu MG, e o prêmio de Aclamação Popular no 19º Festival da Canção de Andradas MG. Com a morte de Belchior em 30/04/2017 viu-se forçado a trocar o tempo do verbo e a música foi rebatizada como Não sei fazer baladas como as que fez Belchior., ainda em 2017 a música levou o prêmio de melhor letra no festival Canta Limeira (SP) e melhor intérprete e primeiro lugar no Festival de Itanhandu MG.

https://youtu.be/mdYVJEopLbI?si=BMgAv7JkpoGVyP72 NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FEZ BELCHIOR

Em 2018 publicou ALFREDO GOMES, vida, vitórias, e conquistas onde resgata a trajetória de seu avô materno neto de escravizados e primeiro atleta negro brasileiro a participar dos Jogos Olímpicos em Paris 1924 e vencedor da primeira Corrida de São Silvestre em 1925. Adaptou o livro para cinema escrevendo também o roteiro ALFREDO GOMES O Resgate de uma lenda.

Em 2019 estreou seus textos teatrais escrevendo DIVINA PANACÉIA e A DAMA DE AZUL.

           

Foi um dos 35 classificados entre mais de 800 escritores para participar do CLIPE POESIA 2020 prestigiadíssimo curso da Casa das Rosas, em São Paulo, que em virtude da pandemia passou a ter aulas online durante oito meses. No término do Curso Clipe Poesia 2020 foi um dos participantes da antologia LONGE DE MONTE CARLO, publicada por 28 dos alunos do curso.

https://youtu.be/9LJmxRWYtQg LONGE DE MONTE CARLO-sarau

Desde 2019 é articulista do jornal O Pergaminho da cidade de Formiga MG.

Em 2021 organizou a antologia SENTIMENTOS COLETIVOS (LIVRO+ CD) com poetas do Recanto das Letras.

Em agosto de 2022 estreou sua peça teatral A DAMA DE AZUL

A DAMA DE AZUL que ficou em cartaz em 3 curtas temporada 2022/2023 na Sala Laura Cardoso no Teatro West Plaza Shopping em São Paulo.

Em10 de março de 2023, apresentou a sua peça A DAMA DE AZUL no Teatro Municipal de São Caetano do Sul SP.

ADAMA DE AZUL subiu ao palco do Teatro ETA (Estudio de Treinamento Artístico) São Paulo

 

Em 19 de abril 2023 lançou seu livro BRASIL-100 ANOS DE NEGRITUDE OLÍMPICA que aborda o racismo e o preconceito nos esportes olímpicos, e a trajetória de Alfredo Gomes, pioneiro atleta negro brasileiro a participar das Olimpíadas Paris 1924 e Vencedor da Primeira Corrida de São Silvestre SP 1925.

https://globoplay.globo.com/v/10060064/?fbclid=IwZXh0bgNhZW0CMTEAAR1FDYLxAV_PvdYiDtWcL5EauH546ULBVS9AVfzoSjJaIy3pM5kperI8nZ0_aem_AQyDFxnFnVtj24xj7AWATPkzzGojgjXHo3Ua7W49Phks9fWr6q0ndAT9GJ5HQ9QfihVxfCEadQmTODNgdc4wG8Sv RACISMO NO ESPORTE – GLOBO ESPORTE

Sobre este livro em janeiro e fevereiro 2024 fez palestras nos SESC GUARULHOS, SESC IPIRANGA e SESC 14 BIS.

SESC 14 BIS

SESC IPIRANGA

SESC ITAQUERA

Em novembro 2023 a música MEU HERÓI (ac de paula & luca bulgarini) foi a quarta colocada no Festival de Jandira SP.

https://antoniocarlosdepaula.recantodasletras.com.br/audio.php?cod=104235 MEU HERÓI

 


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domingo, 26 de maio de 2024

 

RIDíCULO!

 

Como poeta e letrista de música popular, eu, AC de Paula obviamente já escrevi muitas canções




ridículas,Fernando Pessoa, em seu poema Autopsicografia”, nos presenteia com “Toda carta de amor é ridícula”, e como uma canção de amor não deixa de ser uma declaração, um poema musicado, por extensão, concluímos que sim, “toda canção de amor é ridícula!”

 

O poema de Fernando Pessoa muitas vezes interpretado de forma literal, na verdade, esconde camadas mais profundas de significado. Pessoa, com seu olhar crítico e irônico, pode parecer desdenhar das cartas de amor, rotulando-as como ridículas. No entanto, essa “ridícula” não é uma depreciação, mas um reconhecimento da universalidade do amor.

 

O amor é tão comum e essencial à experiência humana que se torna um clichê, e é nessa banalidade que reside sua beleza. O poeta, ao criar, desnuda sua alma, e é nesse ato de coragem que a canção de amor se eleva acima do ridículo. Pessoa, através de seus heterônimos, demonstra que a sinceridade do sentimento é o que confere autenticidade à obra.

 

Assim, embora as cartas e as canções de amor possam parecer ridículas para alguns, elas são um espelho da verdade interior do artista. Parodiar Pessoa, longe de mim qualquer eventual comparação com o mestre, é brincar com a seriedade do amor, afinal, brincadeira é coisa séria. É entender que, por trás de cada verso que parece zombar do sentimento, há uma admiração oculta pela capacidade humana de sentir profundamente.

 

A paródia não diminui a carta de amor em relação à canção de amor; pelo contrário, ela a exalta, mostrando que mesmo o ridículo tem seu lugar na poesia.Cada canção de amor, por mais que possa ser vista como ridícula, carrega em si uma universalidade que toca a todos. Pessoa sabia disso e, em sua multiplicidade de vozes, cantou o amor de todas as formas. A ridicularização é, portanto, uma celebração da onipresença do amor na vida humana.

 

Assim, ao comparar a visão de Pessoa com a natureza das canções de amor, percebemos que o ridículo é apenas uma máscara. Por trás dela, há uma profundidade de emoção e uma verdade que ressoa com cada ouvinte. Toda canção de amor é ridícula, sim, mas é nessa ridicularidade que encontramos a essência do que significa ser humano.

 

Em suma, a canção de amor, por mais que seja alvo de escárnio, é um tributo à nossa capacidade de amar. Pessoa, com sua maestria, nos convida a olhar além do óbvio e encontrar o sublime no aparentemente simples e ridículo. E já é fato consumado que o difícil é fazer o simples.  #poetaacdepaula