segunda-feira, 12 de junho de 2017

ESCREVER - DESAFIO E PAIXÃO!



Chego ao Itaim Paulista no extremo leste de São Paulo atendendo ao convite do escritor Gabriel Pires coordenador do Grupo Juvenil de Iniciação Editorial da EE Professora Célia Landim, para a palestra (ESCREVER - DESAFIO E PAIXÃO) e um bate papo sobre livros, musicas e artistas independentes. 

                        As janelas gradeadas e as pesadas portas de ferro contrastam com o ambiente descontraído que reina entre os alunos que em período integral estudam e praticam atividades educacionais e artísticas as mais diversas.

                        Sou apresentado ao diretor Marco Antonio e a alguns professores que mesmo atarefados com o fechamento de notas me dispensam uma afetuosa atenção, que agora publicamente agradeço.

                        Aguardo na sala dos professores enquanto o professor Junior termina a sua aula na sala de leitura, local onde será a palestra. Constato com a evidente dedicação dos educadores, e com a expressa declaração do Gabriel Pires de que a escola mudou bastante em três anos, e para melhor, que faz muito sentido a frase ”o aluno é o protagonista” que se destaca em banners em algumas paredes.

         Não muito tempo depois sou conduzido à Sala de Leitura no andar superior, local onde existem acho que cinco mesas redondas com  grupos de quatro a cinco  seis alunos em cada uma. O professor Junior muito gentil e solicito acompanha o bate papo.

            A atenção, participação e questionamento dos alunos, fazem com que  a palestra siga num clima  leve, descontraído e animado.



               ESCREVER  (DESAFIO E PAIXÃO)

Escrever é a arte de romper barreiras e bloqueios mentais, mas para escrever é necessário antes de mais nada ler bastante. A leitura nos desperta a curiosidade e nos apura os sentidos de observação e compreensão. Portanto, se você não gosta de ler vai ser difícil escrever algo que alguém venha a gostar de ler.

Quanto mais você ler mais conteúdo terão as suas ideias, escrever não é só inspiração é muito mais transpiração, dedicação, foco, concentração, pesquisa, vontade e entusiasmo.

Qualquer pessoa é perfeitamente capaz de falar e contar um acontecimento com riqueza de detalhes, às vezes até exagerando um pouco aqui e ali, mas quando se pede para que ela coloque tudo o que aconteceu em uma folha de papel em branco ela trava, e este é um desafio que você precisa vencer se tem pretensões de ser um escritor.

Não pense jamais que este é um mundo maravilhoso de sonhos multicores, se você for à uma grande livraria, constatar que existem milhares de título e escritores, além daqueles inúmeros livros na banca de ofertas vendidos às vezes por valor inferior ao do papel e tinta neles utilizados, e mesmo assim tiver vontade de escrever, você poderá vir a ser realmente um escritor.



Não pense em ficar rico escrevendo e sim na riqueza das ideias que você acredita que deva levar ao público. Por isso escreva pelo fato de acreditar no conteúdo e acima de tudo, escreva na certeza de estar transmitindo algo que valha a pena.

Escolhido o assunto, o tema, comece a fazer as suas anotações, trace seu plano de trabalho detalhe o planejamento e execute o plano. Vamos supor que você vá escrever uma ficção que tenha como foco um extraterrestre de um planeta desconhecido que vem parar na Terra.

 Sempre faça uma ficha para cada personagem e nela coloque todos os detalhes, como seu nome, idade, onde nasceu, descreva os pais, irmãos, ou parentes e amigos, assim como o local onde se desenrola a trama, seus traumas, seus sonhos, seus amores, seus desencantos, suas dores, seu modo de pensar, de falar e de se vestir.

Batize o seu personagem dando-lhe um nome sugestivo, descreva todas as suas características físicas, se quiser lhe dar um superpoder descreva-o detalhadamente, se quiser humanizá-lo explique claramente qual sentimento humano o caracteriza, e deixe claro qual é o seu objetivo em nosso planeta. 


         Dê também um nome ao planeta de onde ele vem e descreva com riqueza de detalhes como é o tal planeta, como o seu personagem chegou à Terra, se por acaso, ou se veio com uma determinada missão.

Descreva, (se não for o próprio autor) todas as características do personagem  humano que vai interagir com o ET e escreva o esboço do enredo.

Ou, vamos supor que você queira contar  as aventuras e desventuras de um personagem originário da periferia que por uma circunstância inusitada venha a fazer uma palestra para pessoas interessadas na Importância do Sabiá Laranjeira nos Canaviais de Cuba.

Da mesma forma você deve lhe dar uma nome coerente com a natureza da sua origem, é fora da realidade que ele se chame Philippe George não é? Descreva suas características físicas, baixo, alto, gordo, feio, negro, mulato, branco, idade, como ele se veste, quais as suas atividades, ambições, sonhos, virtudes, defeitos, etc.

Você deve adequar a narrativa à realidade dos fatos, em qualquer narrativa você terá O EMISSOR  ou seja o seu personagem, O RECEPTOR  os leitores . A, MENSAGEM  o tema  que você quer transmitir através do seu personagem, O CÓDIGO, que é a forma escrita como você vai transmitir a mensagem, O MEIO o livro.

 

 Você acha que seria crível o seu personagem Phillipe George discursando assim, para uma plateia de um seminário sobre a Importância do Sabiá Laranjeira nos Canaviais de Cuba?

-Eu vou mandar a real:  Eu ia   colar na goma, bater uma xepa dar uma pesquisada no bagúio,  mandá um salve pros manos, mas ai trombei o brodi que me bateu que o pedaço  moiô, então eu vim direto pra cá levar esse lero com vocês.

Isso pode até ser engraçado mas vamos combinar, não leva a lugar nenhum.  Antes de mais nada a escrita tem que ter compromisso com a coerência ou se tornará uma leitura descartável, sem qualquer atrativo.

Escrever não é mistério, não é magia, e sim resultado de muita leitura pesquisa, trabalho, e uma grande vontade ou até necessidade de expor os seus anseios, suas agruras, suas dúvidas e expectativas,

.                                 AUTOCONTROLE – AUTOESTIMA
Podemos definir autocontrole como o controle de si mesmo; domínio dos seus próprios impulsos, emoções e paixões, e como autoestima, a aceitação que o indivíduo tem de si mesmo. 

VOCÊ deve praticar o autocontrole, pois para poder controlar a sua autoestima e a sua confiança, é preciso que VOCÊ saiba o que deseja. VOCÊ precisa traçar um plano de ação, detalhar o planejamento e  executar o plano.  

Não se esqueça de que VOCÊ é o autor do roteiro e, também artista principal do filme da sua vida!  É VOCÊ quem vai decidir entre o sucesso ou o fracasso do seu projeto , concentre-se na conquista, na vitória, é claro que não se pode vencer sempre, mas a forma como VOCÊ reagir à algum eventual resultado não satisfatório, é que será o fator determinante para atingir o alvo.

Acredite, VOCÊ é do tamanho do seu sonho e é o único que pode determinar a sua dimensão.  Ninguém vai cantar seu canto, chorar seu pranto, e muito menos, sonhar o seu sonho, e nem escrever o SEU LIVRO. A vida é feita por aqueles que nasceram pra bater palmas quando a  banda passa,  e os que tocam na banda, fazem a diferença e são aplaudidos! Você pode decidir de que lado quer ficar. DECIDA!

 

 Você pode eventualmente não ter uma oportunidade que caia do céu, na verdade é muito improvável que isso  aconteça, mas se você tem um objetivo, um foco, uma determinação, um sonho do qual não vai abrir mão, insista, invente, acredite e encontre sua oportunidade. A realidade do status  social e condição financeira de qualquer pessoa  não deve ser entrave da sua caminhada, sempre há motivos para encontrar o caminho certo, não virar estatística, contrariar o senso comum e mostrar que você é capaz de fazer a diferença.
Cabe ao escritor externar suas opiniões sobre, suas crenças religiosas e politicas, e opções sexuais e de comportamento, sem no entanto achar que elas sejam verdades absolutas e incontestáveis, deve ele atentar para que outros tenham o direito de discordar de seus argumentos e pontos de vista. Por fim, jamais esquecer que escrever é literalmente dar a cara à tapa e não temer as eventuais críticas ou comentários contrários à sua expectativa, afinal, sempre haverá alguém que vai achar que as esmeraldas e diamantes do seu texto, não passam de turmalinas e pedaços de vidro sem valor algum. 

Quando isso acontecer, e vai acontecer com certeza, controle o seu ímpeto de mandar o dito cujo pra onde você acha que ele merece, tente ler seu próprio texto como se outra pessoa o tivesse escrito, e faça uma auto análise.  Às vezes  também podemos concluir que algo deve ser modificado e que nosso texto na verdade, não é a ultima Coca Cola no deserto, nem o ultimo biscoito do pacote!
                                     
                                         










quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

   PARCERIAS ZÉ ALEXANDRE www.acdepaulapoetaecompositor.blogspot.com.br

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"NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FAZ BELCHIOR!"




NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FAZ BELCHIOR!

fiz uma balada nova, e nos versos da canção
coloquei adrenalina, corpo, alma, e coração!

e por favor não se zangue meu barato é alegria,
me corre nas veias  o sangue farto e ardente
da necessária poesia, digo e repito:
da necessária poesia!

o meu coração nativo desse tropical país
me dá razões e motivos pra cantar e ser feliz
canto noites estreladas, e as lindas manhãs eu sei de cor
mas não sei fazer baladas como as que faz Belchior!

e da noite, na calada, vou, prateado de lua,
cantando um velho blues que existe,
a voz como um  dedo em riste,
                                                            pro poste da minha rua!

                                                            aprendi que nessa vida não,

                                                            não se deve sem razão,
                                                            bulir com  a fera ferida

                                                            que se chama solidão!

                                                           Zé Alexandre & AC de Paula




PARCERIAS   ZÉ ALEXANDRE GOMES


Sempre fui admirador do Zé Alexandre e o conheci pessoalmente por ocasião da gravação do DVD do meu parceiro Dimi Zumquê  em Ribeirão Preto. Depois nos encontramos acho que em 2015  no Festival de Andradas, no mesmo ano, creio,  fizemos, ele, eu, Tavinho Limma, e Cícero Gonçalves uma viagem inesquecível de Extrema MG, onde estava sendo realizada uma classificatória do Fenac, para Cruzília também em Minas.


Em 2016 o reencontrei, juntamente com a Marcia Cherubim em um evento
que eles fizeram juntos no Memorial da América Latina. Nessa ocasião a Marcia me pediu para fazer uma letra pra ela pois estava pensando na possibilidade de compor em parceria.


Dias após o evento, eu terminei uma letra que enviei para ela, pensei então em fazer uma parceria também com o Zé Alexandre mas era mais uma parada indigesta, fazer letra para essas feras é muita responsabilidade.


Lembrei então de uma música que eu tinha , achava a letra excelente, mas a melodia que eu havia feito não me convencia muito. Pensei  repensei e então resolvi arriscar. Mandei  a letra  por  email para o Zé Alexandre com o seguinte apelo LETRA ORFÃ DE MELODIA, se achar que vale a pena tentar, fique a vontade
.

O título da música era BALADA NOVA, (nunca fui bom em colocar título em música, acho mais fácil fazer a letra rss). Ele me respondeu prontamente e disse, Deixa comigo!! Dias depois me enviou uma mensagem no Whatsapp.


Olha AC eu fui lendo a letra e cantando a melodia, mas de repente eu parei e pensei: Isso tá  ficando muito Belchior” . De repente eu dei de cara com o verso “não sei fazer baladas como as que faz Belchior,  que eu não tinha lido até aquela hora. Aí depois daquela coincidência Liguei o botão do dane-se e segui em frente. Acho que ficou boa”


Fiquei então na curiosidade de ver a musica pronta, com letra e melodia, e dias depois lhe enviei uma mensagem.


“Quando achar um tempinho pra gravar aquela Balada Nova, por favor me envia, não é justo só você conhecer letra e música, rss, abraço.”


A resposta foi “Rsss dessa semana na passa....rss”


A ansiedade, felizmente não demorou muito,  dois dias depois ele me enviou por email, e explicou que com certeza iria aparecer  algum babaca pra dizer que era clone de Belchior, então melhor escancarar logo no título, que ficou NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FAZ BELCHIOR, além de ser auto explicativo deixa claro que somos fãs do cara e fizemos uma homenagem pra ele.


No final de Janeiro/2017  recebi essa mensagem: “Oi AC bom dia! Bom está aberta a temporada de caça, quer dizer os festivias ne?? Tava pensando em colocar a nossa “Não sei fazer baladas como as que faz Belchior” em Paraguaçu. Me parece que a ajuda de custo dá pra eu bancar um baixo e uma batera! Que achas??


Acertados os detalhes econômicos participativos ele disse; ”vou cair dentro então! Vou correr atrás na produça de uma banda aqui de Poços..aí o custo é menor! Abração! Só vai dar nós esse ano!


Dias depois saiu o edital do Festival de Andradas 25/26/27 de Maio, como ele não tinha nada agendado resolvemos encarar também. Como também não tem banda de apoio em Andradas ele resolveu que iria com a banda de Paraguaçu, pois já estava tudo acertado com a rapaziada,  baixo, batera,  guitarra e o Zé no violão.


Por enquanto só da para curtir o áudio!