quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

   PARCERIAS ZÉ ALEXANDRE www.acdepaulapoetaecompositor.blogspot.com.br

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"NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FAZ BELCHIOR!"




NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FAZ BELCHIOR!

fiz uma balada nova, e nos versos da canção
coloquei adrenalina, corpo, alma, e coração!

e por favor não se zangue meu barato é alegria,
me corre nas veias  o sangue farto e ardente
da necessária poesia, digo e repito:
da necessária poesia!

o meu coração nativo desse tropical país
me dá razões e motivos pra cantar e ser feliz
canto noites estreladas, e as lindas manhãs eu sei de cor
mas não sei fazer baladas como as que faz Belchior!

e da noite, na calada, vou, prateado de lua,
cantando um velho blues que existe,
a voz como um  dedo em riste,
                                                            pro poste da minha rua!

                                                            aprendi que nessa vida não,

                                                            não se deve sem razão,
                                                            bulir com  a fera ferida

                                                            que se chama solidão!

                                                           Zé Alexandre & AC de Paula




PARCERIAS   ZÉ ALEXANDRE GOMES


Sempre fui admirador do Zé Alexandre e o conheci pessoalmente por ocasião da gravação do DVD do meu parceiro Dimi Zumquê  em Ribeirão Preto. Depois nos encontramos acho que em 2015  no Festival de Andradas, no mesmo ano, creio,  fizemos, ele, eu, Tavinho Limma, e Cícero Gonçalves uma viagem inesquecível de Extrema MG, onde estava sendo realizada uma classificatória do Fenac, para Cruzília também em Minas.


Em 2016 o reencontrei, juntamente com a Marcia Cherubim em um evento
que eles fizeram juntos no Memorial da América Latina. Nessa ocasião a Marcia me pediu para fazer uma letra pra ela pois estava pensando na possibilidade de compor em parceria.


Dias após o evento, eu terminei uma letra que enviei para ela, pensei então em fazer uma parceria também com o Zé Alexandre mas era mais uma parada indigesta, fazer letra para essas feras é muita responsabilidade.


Lembrei então de uma música que eu tinha , achava a letra excelente, mas a melodia que eu havia feito não me convencia muito. Pensei  repensei e então resolvi arriscar. Mandei  a letra  por  email para o Zé Alexandre com o seguinte apelo LETRA ORFÃ DE MELODIA, se achar que vale a pena tentar, fique a vontade
.

O título da música era BALADA NOVA, (nunca fui bom em colocar título em música, acho mais fácil fazer a letra rss). Ele me respondeu prontamente e disse, Deixa comigo!! Dias depois me enviou uma mensagem no Whatsapp.


Olha AC eu fui lendo a letra e cantando a melodia, mas de repente eu parei e pensei: Isso tá  ficando muito Belchior” . De repente eu dei de cara com o verso “não sei fazer baladas como as que faz Belchior,  que eu não tinha lido até aquela hora. Aí depois daquela coincidência Liguei o botão do dane-se e segui em frente. Acho que ficou boa”


Fiquei então na curiosidade de ver a musica pronta, com letra e melodia, e dias depois lhe enviei uma mensagem.


“Quando achar um tempinho pra gravar aquela Balada Nova, por favor me envia, não é justo só você conhecer letra e música, rss, abraço.”


A resposta foi “Rsss dessa semana na passa....rss”


A ansiedade, felizmente não demorou muito,  dois dias depois ele me enviou por email, e explicou que com certeza iria aparecer  algum babaca pra dizer que era clone de Belchior, então melhor escancarar logo no título, que ficou NÃO SEI FAZER BALADAS COMO AS QUE FAZ BELCHIOR, além de ser auto explicativo deixa claro que somos fãs do cara e fizemos uma homenagem pra ele.


No final de Janeiro/2017  recebi essa mensagem: “Oi AC bom dia! Bom está aberta a temporada de caça, quer dizer os festivias ne?? Tava pensando em colocar a nossa “Não sei fazer baladas como as que faz Belchior” em Paraguaçu. Me parece que a ajuda de custo dá pra eu bancar um baixo e uma batera! Que achas??


Acertados os detalhes econômicos participativos ele disse; ”vou cair dentro então! Vou correr atrás na produça de uma banda aqui de Poços..aí o custo é menor! Abração! Só vai dar nós esse ano!


Dias depois saiu o edital do Festival de Andradas 25/26/27 de Maio, como ele não tinha nada agendado resolvemos encarar também. Como também não tem banda de apoio em Andradas ele resolveu que iria com a banda de Paraguaçu, pois já estava tudo acertado com a rapaziada,  baixo, batera,  guitarra e o Zé no violão.


Por enquanto só da para curtir o áudio!






domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sheik e os caçadores do baú vermelho





ERA UMA VEZ UM LUNÁTICO!

- Vô o senhor já foi na lua!

- Não, o Vô nunca esteve na lua!

- Mas então porque que dizem que poeta vive no mundo da lua?

- É só uma maneira de falar! Quando a pessoa pensa um pouco diferente da maioria, elas são chamadas de lunáticas, quer dizer, que vivem no mundo da lua, são sonhadoras, estão fora da realidade!

- Vô, mas que mal faz a gente sonhar!

- Nenhum, só que tem pessoas que acham que é só perder tempo, pois elas vivem muito ocupadas com o corre-corre do dia-a-dia, em ganhar dinheiro,  e esquecem que é preciso viver!  Por isso elas não têm tempo para brincar com as crianças e nem de ouvir os que elas têm pra dizer!

- Ah! Entendi! Eu gosto de falar com o senhor porque o senhor me escuta e não fica dando risada das coisas que eu pergunto!

O Sheik também achava que se navegar era preciso, sonhar era imprescindível! Por exemplo, se todo mundo acreditasse só na realidade, o que seria das fantasias e das necessárias ilusões?

O que seria dos escritos do Vô Sem Parafuso se não fosse a participação, os comentários e os incentivos da Rosana (a avó da Tayná), do Jorge (aquele de cavanhaque e de cara séria!), da Anna do Clarkbruno (metido a chef de cozinha!) da Aline (xará da menininha mimadinha), do Luiz Dias, do Zé Zevêdo, do Afonso, da Silvia Mendonça (aquela da foto que lembrava o Arlequim ou seria o Pierrôt?), do São Beto (já pensou o prestígio, até santo lia o que o Vô Sem Parafuso escrevia!) e tantos outros?

Eles com certeza, e o Sheik acreditava piamente nisso, também eram sonhadores, afinal é preciso sonhar para concretizar a realidade! E de lunáticos eles não tinham absolutamente nada, muito pelo contrário!