ERA
UMA VEZ UM LUNÁTICO!
- Vô o
senhor já foi na lua!
- Não, o Vô
nunca esteve na lua!
- Mas então
porque que dizem que poeta vive no mundo da lua?
- É só uma
maneira de falar! Quando a pessoa pensa um pouco diferente da maioria, elas são
chamadas de lunáticas, quer dizer, que vivem no mundo da lua, são sonhadoras,
estão fora da realidade!
- Vô, mas
que mal faz a gente sonhar!
- Nenhum, só
que tem pessoas que acham que é só perder tempo, pois elas vivem muito ocupadas
com o corre-corre do dia-a-dia, em ganhar dinheiro, e esquecem que é preciso viver! Por isso elas
não têm tempo para brincar com as crianças e nem de ouvir os que elas têm pra
dizer!
- Ah!
Entendi! Eu gosto de falar com o senhor porque o senhor me escuta e não fica
dando risada das coisas que eu pergunto!
O Sheik
também achava que se navegar era preciso, sonhar era imprescindível! Por
exemplo, se todo mundo acreditasse só na realidade, o que seria das fantasias e
das necessárias ilusões?
O que seria
dos escritos do Vô Sem Parafuso se não fosse a participação, os comentários e
os incentivos da Rosana (a avó da Tayná),
do Jorge (aquele de cavanhaque e de cara
séria!), da Anna do Clarkbruno (metido
a chef de cozinha!) da Aline (xará da
menininha mimadinha), do Luiz Dias, do Zé Zevêdo, do Afonso, da Silvia
Mendonça (aquela da foto que lembrava o
Arlequim ou seria o Pierrôt?), do São Beto (já pensou o prestígio, até santo lia o que o Vô Sem Parafuso
escrevia!) e tantos outros?
Eles com
certeza, e o Sheik acreditava piamente nisso, também eram sonhadores, afinal é
preciso sonhar para concretizar a realidade! E de lunáticos eles não tinham
absolutamente nada, muito pelo contrário!
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