domingo, 12 de fevereiro de 2017

Sheik e os caçadores do baú vermelho





ERA UMA VEZ UM LUNÁTICO!

- Vô o senhor já foi na lua!

- Não, o Vô nunca esteve na lua!

- Mas então porque que dizem que poeta vive no mundo da lua?

- É só uma maneira de falar! Quando a pessoa pensa um pouco diferente da maioria, elas são chamadas de lunáticas, quer dizer, que vivem no mundo da lua, são sonhadoras, estão fora da realidade!

- Vô, mas que mal faz a gente sonhar!

- Nenhum, só que tem pessoas que acham que é só perder tempo, pois elas vivem muito ocupadas com o corre-corre do dia-a-dia, em ganhar dinheiro,  e esquecem que é preciso viver!  Por isso elas não têm tempo para brincar com as crianças e nem de ouvir os que elas têm pra dizer!

- Ah! Entendi! Eu gosto de falar com o senhor porque o senhor me escuta e não fica dando risada das coisas que eu pergunto!

O Sheik também achava que se navegar era preciso, sonhar era imprescindível! Por exemplo, se todo mundo acreditasse só na realidade, o que seria das fantasias e das necessárias ilusões?

O que seria dos escritos do Vô Sem Parafuso se não fosse a participação, os comentários e os incentivos da Rosana (a avó da Tayná), do Jorge (aquele de cavanhaque e de cara séria!), da Anna do Clarkbruno (metido a chef de cozinha!) da Aline (xará da menininha mimadinha), do Luiz Dias, do Zé Zevêdo, do Afonso, da Silvia Mendonça (aquela da foto que lembrava o Arlequim ou seria o Pierrôt?), do São Beto (já pensou o prestígio, até santo lia o que o Vô Sem Parafuso escrevia!) e tantos outros?

Eles com certeza, e o Sheik acreditava piamente nisso, também eram sonhadores, afinal é preciso sonhar para concretizar a realidade! E de lunáticos eles não tinham absolutamente nada, muito pelo contrário!






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